1.09.2010 | 1 Comentário.
Hoje, primeiro de setembro, é o dia do professor de Educação Física. Parabéns a todos.
31.08.2010 | Comente.
Até a morte adia a morte da gente,
Quando vê tanta coisa que a gente tem pela frente.
31.08.2010 | Comente.
O Leopoldo Vaz, meu querido Leo, cismou com minha prosa. E resolveu tornar versos meu texto. Também achei que ficou melhor, mas eu, quem sou eu para fazer poesia! Vai aí para vocês:
Falemos do adverso,
o contrário, o oposto, o verso,
o outro lado, o adversário, esse outro nosso,
o outro que me contesta,
o outro que coloca em dúvida minhas forças e minha competência,
o outro,
o adverso que aparece com tanta nitidez
nesse acontecimento tão profundamente humano
que convencionamos chamar de esporte,
uma das faces do jogo,
talvez sua face mais social, mais moral, mais profundamente humana,
mais reveladora do que está contido na natureza humana.
Há quem diga que esporte é tudo
que se refere ao exercício sistemático de nossa natureza lúdica,
mas eu acredito que sua marca é outra.
É sim o exercício necessariamente lúdico,
mas não todo exercício lúdico,
pois não se trata do inocente brinquedo de uma criança,
ou do indolente carteado entre amigos,
muito menos o natural vaivém das ondas insistentes de uma praia qualquer.
O esporte é jogo sim,
e emana da matriz lúdica geradora de todas as manifestações de jogo,
uma matriz que alimenta o humano
e o não humano,
o animal e o não animal.
O esporte nasce jogo,
e passa a ser esporte quando ascende a uma categoria que seja,
não só humana, mas profundamente moral,
porém, de uma moral que pretende ser universal.
E se o adverso habita todo o jogo,
pelo menos o humano,
no esporte ele se emancipa e faz disso sua referência.
Sendo jogo, o esporte é fantasia,
é ilusão, um estado de graça,
de onde vem a ilusão dos jogadores de jogarem para superar o adversário,
entendendo-o como os jogadores da outra equipe,
quando, na verdade, os da outra equipe são apenas o adverso,
o outro que contexta, que denuncia, que rompe a linha de segurança.
Os jogadores jogam contra a incerteza,
contra a própria incerteza,
e é ela que deve ser superada.
Em última instância, o esportista deve superar o medo,
e isso explica, em boa parte, a imensa atração que se tem pelo esporte.
O medo sempre atraiu irresistivelmente as pessoas.
O esporte revela o adverso, o outro lado,
o que somos mas não queremos ser,
a fraqueza do forte.
Porém, é essa revelação
– que não é só do esporte –
que constitui o motor da superação.
31.08.2010 | Comente.
Dias atrás escrevi sobre a experiência de Dona Noêmia, quando ela levou uma corda comprida para as crianças brincarem. Depois que ela constatou que todas as crianças brincavam com certa facilidade, perguntou quem era capaz de passar correndo sob a corda “batida”, com os olhos fechados. Várias crianças disseram que sim, mesmo sem nunca terem experimentado isso. Aí ela escolheu uma menina e disse: Joaninha, fique aí na frente da corda enquanto a gente “bate” corda. Quando você achar que consegue, feche os olhos e passe correndo. Enquanto Dona Noêmia e uma aluna “batiam” corda, a corda fazia barulho quando raspava no chão. Joaninha ouviu o som, calculou, fechou os olhos e quando percebeu que a corda passou pelo chão correu e chegou ao outro lado com êxito. Aí Dona Noêmia foi chamando as crianças uma a uma e todas, umas com mais dificuldade, outras com menos, conseguiram.
O que significa isso?
28.08.2010 | 3 Comentários.
Uma garota muito jovem, pouco mais que uma criança, vai às lágrimas enquanto houve o Hino Nacional brasileiro. Nem consegue cantar. Acaba de receber a medalha de ouro olímpica. Era o ano 2016, ano da realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro. A nação toda se emociona e cobre a menina de glórias. O que poucos sabem é como essa medalha chegou ao peito da garota. Foram anos de treinamentos exaustivos. Aos sete anos de idade ela já treinava de quatro a seis horas por dia. Nos últimos anos foram perto de oito horas de trabalho duro diariamente. Por vezes, a tortura era tão grande que ela chegava às lágrimas, não de alegria como no dia em que recebeu o ouro olímpico, mas de dor e desespero. Foram muitas as sessões de tortura, foram muitas as contusões, as crises de tristeza,quase depressão. A infância e a adolescência foram passadas numa arena esportiva. Raras vezes brincou com outras crianças. Tudo em nome da glória olímpica, tudo para que pensássemos que o Brasil é uma nação poderosa também no esporte.
Qual o sentido de conquistas desportivas obtidas por pessoas tão jovens, e sob tortura?
28.08.2010 | Comente.
Dona Noêmia passou num armazém do bairro e comprou uma corda daquelas comuns, naturais. Pediu oito metros e pagou baratinho. Chegando na escola, perguntou às crianças se elas queriam brincar de corda. Como sempre, seus alunos se mostraram entusiasmados com isso. Aí ela começou. Pediu ajuda a uma menina que não podia fazer a aula, por estar machucada, para “bater” corda. Disse às crianças que elas podiam ficar à vontade, se quisessem podiam pular, podiam passar correndo sob a corda, podiam entrar sozinhas ou acompanhadas, e assim por diante. Mas no plano de Dona Noêmia, a ideia era ensiná-las a cooperar, a agir juntas, ajudando-se.
Na próxima postagem conto o que ela fez? E vocês, o que fariam?
28.08.2010 | 1 Comentário.
Creio que o principal critério para decidir nosso voto deveria ser o da educação. Os candidatos com experiências mais positivas em educação, e aqueles que apresentarem propostas mais inovadoras, mais criativas, mais consistentes em educação, seriam nossos escolhidos. Porém, quando se apresentam em debates, em entrevistas e nos horários reservados à propaganda eleitoral, sobre educação os candidatos são vagos; falam de generalidades, mostram que conhecem muito pouco sobre o tema. Para mim, o que decide os destinos de um povo, é a educação, para o bem ou para o mal, e em todas as circunstâncias em que ela pode acontecer. Uma pessoa se educa sozinha, por exemplo, quando uma criança brinca desacompanhada, se educa em família, se educa no quartel, na igreja, na escola, em contato com a natureza, vendo televisão, assistindo filmes, etc. Creio que os principais veículos de educação são a família, os meios de comunicação e a escola. A escola é a que reúne o sistema mais formal de educação. E para que nos educamos tanto? É porque a maior parte do que precisamos saber para viver não nasce com a gente, é preciso ser aprendido. De modo que podemos dizer que nos educamos para a vida. Ou seja, não aprendemos História ou Geografia para saber História ou Geografia apenas, mas para ampliar nossas chances na vida. Em princípio, saber viver poderia significar, por exemplo, eliminar animais, árvores e pessoas; muita gente faz isso. Acontece que os humanos são animais fisicamente frágeis; precisam do outro e da natureza para se manter. Portanto, não vale tudo, não vale eliminar o outro, não vale eliminar a natureza. Ser solidário é uma condição de vida. Ser caridoso, ser social, são requisitos básicos para viver. Tudo isso remete para a ideia de que a educação deve ser focada no princípio de aprender a viver, mas a viver eticamente.
E então, nossos candidatos entendem de educação? Nossos candidatos falam de educação com propriedade? Nossos candidatos têm alguma boa ideia sobre educação?
27.08.2010 | 2 Comentários.
Falemos do adverso, o contrário, o oposto, o verso, o outro lado, o adversário, esse outro nosso, o outro que me contesta, o outro que coloca em dúvida minhas forças e minha competência, o outro, o adverso que aparece com tanta nitidez nesse acontecimento tão profundamente humano que convencionamos chamar de esporte, uma das faces do jogo, talvez sua face mais social, mais moral, mais profundamente humana, mais reveladora do que está contido na natureza humana. Há quem diga que esporte é tudo que se refere ao exercício sistemático de nossa natureza lúdica, mas eu acredito que sua marca é outra. É sim o exercício necessariamente lúdico, mas não todo exercício lúdico, pois não se trata do inocente brinquedo de uma criança, ou do indolente carteado entre amigos, muito menos o natural vaivém das ondas insistentes de uma praia qualquer. O esporte é jogo sim, e emana da matriz lúdica geradora de todas as manifestações de jogo, uma matriz que alimenta o humano e o não humano, o animal e o não animal. O esporte nasce jogo, e passa a ser esporte quando ascende a uma categoria que seja, não só humana, mas profundamente moral, porém, de uma moral que pretende ser universal. E se o adverso habita todo o jogo, pelo menos o humano, no esporte ele se emancipa e faz disso sua referência. Sendo jogo, o esporte é fantasia, é ilusão, um estado de graça, de onde vem a ilusão dos jogadores de de jogarem para superar o adversário, entendendo-o como os jogadores da outra equipe, quando, na verdade, os da outra equipe são apenas o adverso, o outro que contexta, que denuncia, que rompe a linha de segurança. Os jogadores jogam contra a incerteza, contra a própria incerteza, e é ela que deve ser superada. Em última instância, o esportista deve superar o medo, e isso explica, em boa parte, a imensa atração que se tem pelo esporte. O medo sempre atraiu irresistivelmente as pessoas. O esporte revela o adverso, o outro lado, o que somos mas não queremos ser, a fraqueza do forte. Porém, é essa revelação – que não é só do esporte – que constitui o motor da superação.
27.08.2010 | 5 Comentários.
Imaginem uma escola criativa, os alunos com liberdade para fazer trabalhos em grupo, para pesquisar, professores maravilhosos, tudo limpo, colorido. Ficar nessa escola quatro horas por dia deve fazer um bem danado; se for preciso ficar o dia inteiro, tudo bem, benefício dobrado.
Agora imaginem uma escola feia, suja, só rotinas, professores mal pagos, aborrecidos, alunos castigados, presos a carteiras, sem poderem falar, rir ou chorar. Ficar nessa escola quatro horas por dia deve fazer um mal danado; se for preciso ficar o dia inteiro, prejuízo dobrado.
26.08.2010 | 4 Comentários.
Essa gracinha aí na foto é minha filhota. Faz 22 aninhos dia 28 de agosto. Amanhã viajo para São Paulo para apagar as velinhas com ela. Não sei que presente darei, mas nenhum presente vale o que ela me dá. Basta ela existir na minha vida.
Parabéns lindinha. Que você continue assim, alegre, bondosa, distribuindo essas coisas boas que sobram em você.
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