Blog do João Freire



Campanha pela implantação da educação física

  Meus alunos da sexta fase aqui na escola de Educação Física da Udesc têm mostrado bastante criatividade na apresentação de seus trabalhos práticos. Não só pela boa escolha dos conteúdos, mas pelo modo como orientam as atividades. Apresentarei alguns desses trabalhos. Infelizmente não sei como editar os desenhos, tão bonitos, que meus alunos fizeram para ilustrar as atividades. Ficam por conta da vossa imaginação.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO ESPORTE – CEFID

Disciplina: Pedagogia da Educação Física

Professor: João Batista Freire

Acadêmicos: Fernanda Leal Kretzer

                      Jeferson Coutinho de Souza

                        Kriscia Germano Fávero

                        Luiza Sagaz Magalhães

                        Rodrigo Prosdossimi Campos

6ª fase – Licenciatura

Atividade: Jogo da Velha

Materiais: Arcos e bolas

Formação:

             Os participantes são divididos em dois grupos com o mesmo número de integrantes. A formação sugerida é a de colunas. O jogo é uma adaptação dos jogos de estafetas e jogo da velha.


 

 

            Os bambolês são colocados a uma distância de cerca de dez metros à frente das colunas de alunos de maneira que formem um quadrado com três banbolês em cada lado. Esses banbolês serão as casas do Jogo da Velha. À frente dos bambolês, uns cinco metros de distância, colocam-se as bolas de meia coloridas, ou outros objetos coloridos na falta de bolas. Bolas de uma cor, por exemplo, vermelhas, para a equipe A e bolas de outra cor, por exemplo, azuis, para a equipe B.

Objetivo:  cada equipe tentará, o mais rapidamente possível, formar, com as bolas de seu grupo, uma linha em diagonal, vertical ou horizontal, ao mesmo tempo, tentando impedir, com a colocação das bolas, que a outra equipe faça o mesmo, tal como ocorre no Jogo da Velha.

 

Desenvolvimento:     ao sinal do professor, sairá um aluno de cada grupo em direção às bolas. Cada aluno pega uma das bolas, correspondentes ao seu grupo, colocando-as em uma certa posição dentro de um dos bambolês. Após isso, volta para sua equipe, batendo na mão do próximo colega, que repetirá seu procedimento. Cada rodada do jogo termina quando uma das equipes colocar três bolas seguidas, na horizontal, na vertical ou em diagonal.

As variações desse jogo são inúmeras, podendo ser modificadas em relação à formação dos alunos (em círculo, de costas…), como também com as próprias bolas (várias cores no mesmo aglomerado…).

Essa brincadeira já foi feita por outros grupos, por outros professores (por exemplo, o Prof. Pablo Greco). Neste caso, a idéia central, além de ensinar o próprio jogo, é fazer com que os alunos integrem a ação motora a uma ação intelectual objetiva, voltada para a solução de um problema específico. Enquanto correm, os alunos precisam observam bem a posição das bolas colocadas pelos colegas precedentes, impedindo que a outra equipe forma uma linha de três bola e, ao mesmo tempo, tentando garantir que sua equipe o faça. É um trabalho cooperativo (portanto social), intelectual (exige um raciocínio lógico voltado para o jogo da velha), e motor (correr, pegar, colocar, etc.). É muito importante que, ao levar uma brincadeira para uma aula, o professor defina objetivos, temas, conteúdos, etc. Neste caso, o tema central da aula chamaremos de Brincadeiras Populares. Os sub-temas, isto é, o que mais se ensina além de ensinar a brincadeira em si, são cooperação, raciocínio lógico-matemático e corridas de velocidade. O método consiste em jogar resolvendo tarefas que produzam conflitos. Produzindo conflitos, os alunos, além de um saber-fazer, desenvolvem uma compreensão sobre os elementos envolvidos na ação, tais como os sub-temas mencionados.

Por João Freire
em 18-06-2009, às 10:36

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Comentários

JoaoZinho, vamos para o CEVComunidade Educaçao9 Fisica, Recreação e jogos e la, reorinte nossas leituras para o teu Blog…. por favor!

Por Leopoldo Gil
em 4-07-2009, às 15:15.


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