Vez por outra destacarei neste espaço algum comentário. Infelizmente não posso destacar todos, apesar de, sistematicamente, autorizar a publicação dos comentários no espaço devido. Vai aí:
Oi, Boa Noite Professor!
Acabei descobrindo seu blog por acaso, procurando alguns artigos no site pedagogia do futsal, do Professor Santana. Sou professor de Educação Física, recentemente formado pelo Centro Universitário FIEO ( Osasco – SP ), e durante meus quatro anos de graduação estive muito próximo de seus trabalhos , e acredito que por isso tenha conseguido executar projetos com muito sucesso nas Escolas Municipais da cidade de Barueri onde leciono. Lendo sua confidência atual, me deparei com a minha situação nas escolas, onde o objetivo maior é aproximar a Educação Física das outras áreas educacionais e o mais importante aproximá-la da realidade dos nossos alunos. Professor hoje é um dia muito feliz para mim, pois tenho a oportunidade, mesmo que de longe e informalmente de “conversar´´ com uma referência tão importante da Educação brasileira. Espero que esse espaço possa servir como parâmetro de novas idéias para nossa área e para educação brasileira e que nossos colegas professores possam usufruir de informações que servirão para a vida.
Desde já agradeço pelo empenho durante esses anos.
Professor Tiago Gustavo Ferreira
O que o Tiago, um professor, escreve lembra-me o seguinte: as pessoas da Educação Física que só teorizam, no conforto de seus gabinetes universitários, preparando seus papers para satisfazer a cobiça de celulose dos avaliadores da Capes, não têm a menor idéia do valor que tem a prática. Precisariam conviver com os professores da rede de ensino, por uma semana que fosse, para conhecer de perto o trabalho dessas pessoas, que criam, em cada aula, um tanto precioso de pedagogia, porém, uma pedagogia que nunca será conhecida por mais ninguém, porque não tem espaço para ser publicada. Esses professores, alguns com até 60 aulas semanais, não têm tempo de ler ou de escrever, não desenvolvem um belo discurso, não escrevem com requinte. Porém, sabem o que fazer com os alunos, sabem ensinar. Sendo da Educação Física, lidam com práticas: danças, esportes, lutas, festas, musculação, corridas, e por aí afora. Para a educação culta, erudita, universitária, valor tem quem fala bonito, quem faz os alunos estudarem teorias maravilhosas. Não têm a menor idéia do quanto aprende uma criança ou um adolescente que fazem práticas, não sabem o tanto que se pode aprender com boas práticas. Não importa que em uma prática não se fale. É bom que se fale, mas, mesmo sem falar, uma pessoa pode aprender muito porque corre, porque ri, porque salta, porque pula corda, porque chuta bola, porque se emociona, porque segue regras, porque transgride regras, etc, etc.
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