Creio que o principal critério para decidir nosso voto deveria ser o da educação. Os candidatos com experiências mais positivas em educação, e aqueles que apresentarem propostas mais inovadoras, mais criativas, mais consistentes em educação, seriam nossos escolhidos. Porém, quando se apresentam em debates, em entrevistas e nos horários reservados à propaganda eleitoral, sobre educação os candidatos são vagos; falam de generalidades, mostram que conhecem muito pouco sobre o tema. Para mim, o que decide os destinos de um povo, é a educação, para o bem ou para o mal, e em todas as circunstâncias em que ela pode acontecer. Uma pessoa se educa sozinha, por exemplo, quando uma criança brinca desacompanhada, se educa em família, se educa no quartel, na igreja, na escola, em contato com a natureza, vendo televisão, assistindo filmes, etc. Creio que os principais veículos de educação são a família, os meios de comunicação e a escola. A escola é a que reúne o sistema mais formal de educação. E para que nos educamos tanto? É porque a maior parte do que precisamos saber para viver não nasce com a gente, é preciso ser aprendido. De modo que podemos dizer que nos educamos para a vida. Ou seja, não aprendemos História ou Geografia para saber História ou Geografia apenas, mas para ampliar nossas chances na vida. Em princípio, saber viver poderia significar, por exemplo, eliminar animais, árvores e pessoas; muita gente faz isso. Acontece que os humanos são animais fisicamente frágeis; precisam do outro e da natureza para se manter. Portanto, não vale tudo, não vale eliminar o outro, não vale eliminar a natureza. Ser solidário é uma condição de vida. Ser caridoso, ser social, são requisitos básicos para viver. Tudo isso remete para a ideia de que a educação deve ser focada no princípio de aprender a viver, mas a viver eticamente.
E então, nossos candidatos entendem de educação? Nossos candidatos falam de educação com propriedade? Nossos candidatos têm alguma boa ideia sobre educação?
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Infelizmente nem os candidatos e nem boa parte da população brasileira, sendo assim caimos numa ciranda, um finge que dá condições adequadas de educação e outro finge que aprende bem.
Se o povo brasileiro em sua maioria, tivesse melhor esclarecimento sobre uma boa educação, certamente os candidatos tratariam este tema com mais atenção.
Por CLaudio Almeida
em 31-08-2010, às 15:43.