Imaginem uma escola criativa, os alunos com liberdade para fazer trabalhos em grupo, para pesquisar, professores maravilhosos, tudo limpo, colorido. Ficar nessa escola quatro horas por dia deve fazer um bem danado; se for preciso ficar o dia inteiro, tudo bem, benefício dobrado.
Agora imaginem uma escola feia, suja, só rotinas, professores mal pagos, aborrecidos, alunos castigados, presos a carteiras, sem poderem falar, rir ou chorar. Ficar nessa escola quatro horas por dia deve fazer um mal danado; se for preciso ficar o dia inteiro, prejuízo dobrado.
Olá Prof. João
Gostaria de indagar algo que esta em conflito nos meus pensamentos se o prof. puder me ajudar: Por qual motivo que após sairmos da escola não lembramos nem metade do que aprendemos? Ou não utilizamos todo esse conhecimento seja da matemática, história…, na vida após esta fase escolar? Ou será que o meu erro esteja em não perceber de que maneira essas disciplinas nos atingi, pensando de uma forma transdisciplinar?
Obrigada
Abraços…
Por Marta
em 28-08-2010,
às 22:55.
Meu comentário sobre escola boa e escola ruim é, na verdade, a descrição da escola de Francy. Francy é uma colega professora, que não tem mestrado, está concluindo uma especialização em Supervisão e Orientação escolar em uma faculdade particular na cidade de Campina Grande, Paraiba. Conheci Francy (o nome dela é Francinalda) em discussões sobre o seu projeto de monografia. Quer ela mostrar como os jogos e as brincadeiras facilitam a aprendizagem das crianças. Sempre que conversávamos, ficava curioso para conhecer a escola dela. Decidi ir lá, ver de perto as coisas que ela me falava, me mostrava em fotos. A escola fica na zona rural, encravada no meio do mato. Tem apenas uma sala de aula. Os demais cômodos são a cozinha, o almoxarifado e uma área para o cantinho da leitura. A sala de aula mede aproximadamente 4×6m. Neste espaço estudam crianças da educação infantil e do ensino fundamental, melhor dizendo, crianças de cinco séries num total de 23. É um tipica turma multisseriada. A escola é aparentemente feia, suja, paredes baixas. Para amenizar um pouco essa imagem, Francy enfeita as portas, as janelas, as paredes com figuras alegres, palavras que expressam alegria. “Aqui tem gente feliz”, é o que está escrito em uma das paredes. Francy é uma professora criativa, cria personagens que interagem com ela e com as crianças na hora da aula. Tem palhaços, sapos, joaninhas, cobras e outros personagens. A sala de aula é qualquer espaço, são as árvores aos arredores da escola, são as estradas, o barreiro. Pude ver que a sala de aula não é, para a professora e as crianças, o unico espaço para aprender. Francy joga bola com as crianças, não importa se é mulher, se tem menina ou menino, se perde ou ganha. O que importa naquela escola é sentir-se bem. As crianças entraram no clima e sentem falta da escola e da professora quando ela não pode ir. Escola boa e escoal ruim tem muitas por ai. Tem também professores bons e ruins. O bom é que a gente ainda pode se encantar com as boas escolas e com os bons professores e professoras.
Por José Luiz Ferreira
em 31-08-2010,
às 18:01.
Sabe o que é Marta? É que geralmente a gente estuda para fazer provas, para fazer vestibulares, para não tirar nota ruim. Raramente, nas escolas, estudamos para aprender, para aprender para a vida. Aí, quando termina a prova, o que a gente aprendeu perde o sentido.
Por João Freire
em 31-08-2010,
às 18:04.
Amigo Zé Luiz: A Franci ensina que não é só tecnologia que decide a qualidade do ensino. Uma Franci em cada escola do Brasil e o Brasil seria outro.
Por João Freire
em 31-08-2010,
às 18:08.
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Ahh, se todos tivessem essa percepção, professor… Ao meu ver, a população que mais carece de uma escola eficiente nesses moldes é quem mais se abstém de reivindicar seus direitos. A resposta deveria acontecer nas urnas, já que estamos em ano eleitoral. Mas o povo ri da sua desgrça e ver o horário eleitoral é praticamente um show de humor, dá pra entender? Abraços!
Por Guilherme
em 27-08-2010, às 21:10.