Era assim a minha vida,
Pipa, esconde-esconde, pião,
A gente jogava bola,
Essa era minha revolução.
E foi desse jeito que eu virei gente. Aprendendo sem saber que aprendia, brincando, brincando e brincando, e só parando de brincar quando alguém, um adulto impedia, até para fazer o meu bem, mas eu não sabia. Eu parava de brincar e ia cumprir as obrigações.
E me levaram para a escola,
Me ensinaram a lição,
De somar, multiplicar, escrever,
Não parecia uma revolução.
Quando menos percebi, assim de repente, virei gente grande, e caí no mundo. Tive a escola, e tive os amigos, meus irmãos e os meus pais. Depois veio o trabalho, logo cedo, e tanta gente diferente.
Nem sei como aprendi as coisas,
E aprendi a ganhar o meu pão,
O tempo foi passando,
E foi essa a minha revolução.
© 1996-2010 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.
Estar vivo, crescer, aprender sem saber que aprendemos a nos tornar o que somos, é mesmo uma revolução. Por mais banal que pareça, por mais sem ritmo, por mais óbvio. É o que está implícito no milagre da vida. E nas dobras de cada vida que, mesmo quando parecem todas iguais, são todas tão diferentes…
Por Mara Freire
em 7-01-2010, às 11:15.