Revolução

Era assim a minha vida,

Pipa, esconde-esconde, pião,

A gente jogava bola,

Essa era minha revolução.

E foi desse jeito que eu virei gente. Aprendendo sem saber que aprendia, brincando, brincando e brincando, e só parando de brincar quando alguém, um adulto impedia, até para fazer o meu bem, mas eu não sabia. Eu parava de brincar e ia  cumprir as obrigações.

E me levaram para a escola,

Me ensinaram a lição,

De somar, multiplicar, escrever,

Não parecia uma revolução.

Quando menos percebi, assim de repente, virei gente grande, e caí no mundo. Tive a escola, e tive os amigos, meus irmãos e os meus pais. Depois veio o trabalho, logo cedo, e tanta gente diferente.

Nem sei como aprendi as coisas,

E aprendi a ganhar o meu pão,

O tempo foi passando,

E foi essa a minha revolução.

Comentários

  1. Mara Freire

    comentou em 7/01/2010, às 11:15

    Estar vivo, crescer, aprender sem saber que aprendemos a nos tornar o que somos, é mesmo uma revolução. Por mais banal que pareça, por mais sem ritmo, por mais óbvio. É o que está implícito no milagre da vida. E nas dobras de cada vida que, mesmo quando parecem todas iguais, são todas tão diferentes…

Deixe o seu Comentário


:-)

© 1996-2010 Centro Esportivo Virtual.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.