Por dentro da Psicologia e dos Estudos Olímpicos
Otimista inveterada que sou, procuro tirar de todas as situações dolorosas ou desastrosas da vida aquilo que posso depois levar comigo adiante.
Há muitas pessoas nessa nossa área educação física-estudos olímpicos-psicologia do esporte que ainda são referências bibliográficas, embora eu saiba que existam de carne e osso.
Hoje, mais uma dessas referências achegou-se por conta do “causo COB”. Embora não nos conheçamos pessoalmente Prof. Bramante fez questão de me enviar, em primeira mão, o texto que escreveu para ser divulgado na revista do Panathlon Club de São Paulo, que como diz o Professor Bramante “é muito mais do que um espaço de reuniões mensais de “comes e bebes” de um grupo de ex-esportistas de idade, que pouco fazem pelo esporte de sua localidade”.
É bom que se saiba que Panathlon Club Internacional foi uma das primeiras entidades a se manifestar contra o absurdo que acontecia.
Prof. Bramante, meu muito obrigada pelo apoio e pela oportunidade de aproximação.
“Um caso de censura e não de apropriação indébita…”
Tomei emprestado o título desta reflexão-ação que ora faço da própria Dra. Kátia Rubio em um de seus e-mails, atualmente em circulação na internet, que escreveu, entre tantas obras, o livro “Esportes, Educação e Valores Olímpicos” (Editora Casa do Psicólogo). Como ela mesma afirma no seu blog (www.blog.cev.org.br/katiarubio), esse livro foi “o pomo da discórdia”, envolvendo seu inalienável direito de expressão e a atabalhoada ação movida e posteriormente retirada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Estava participando da reunião de assessores do Programa Agita São Paulo no dia 06 de fevereiro passado quando o combatente e o combativo Prof. Laércio Pereira usou da palavra para comunicar a censura do COB ao livro da Profa. Kátia por esta usar os aros olímpicos de maneira estilizada na capa e também fazer uso da palavra “olímpico”, sob a alegação que essa é de “propriedade” do COB. A reação de repúdio foi imediata entre todos os presentes.
Desde lá tenho acompanhado os desdobramentos desse episódio lamentável e, onde e como posso, tenho denunciado esse cerceamento da liberdade de expressão garantida pela nossa Constituição, em mais uma das investidas dos “Senhores doa Anéis”, título da obra citada pela Profa. Kátia, antológica para quem deseja conhecer os meandros pouco recomendáveis dos Jogos Olímpicos da modernidade.
Não pretendo ir além do que já foi escrito e divulgado pela mídia nacional e internacional em defesa da Profa. Kátia, pois ela mesma, mostrando sua capacidade “olímpica” para superar “obstáculos”, deixa claro que essa é uma “página virada”, mas que serve de alerta presente-futuro para um país que conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos em 2016, com todos os benefícios deles decorrentes e, especialmente, as responsabilidades e ameaças de prepara-los condignamente e realiza-los dentro de um novo patamar ético, se isso é mesmo possível.
Portanto, neste curto espaço, além de denunciar a censura à Profa. Kátia, já feita por tantos com maior competência que a minha, gostaria de trazer para reflexão como esse fato está repercutindo dentro dos nossos clubes e entre nós panathletas e as lições que dele podemos retirar e tentar anunciar alternativas para que o movimento olímpico/olimpismo – fenômeno muito mais importante e complexo que os Jogos Olímpicos – seja uma inspiração para aprofundarmos os debates sobre pelos menos dois dos mais importantes documentos da nossa instituição: A Carta do Jogo Limpo (Fair Play Charter) e a Declaração da Ética no Esporte Juvenil.
Sócio-fundador do Panathlon Clube de Sorocaba/SP, inicialmente inspirado pela presidência do Otto Wey e hoje, pelo presidente Pedrinho Souza, vejo nossa instituição fazendo o que pode pelo esporte, no entanto refletindo pouco sobre sua ação na comunidade e, fundamentalmente, para usar as palavras do Prof. Laércio Pereira, documentando quase nada.
Virou quase que folclórica a visão do Panathlon Clube, para o senso comum, como um espaço de reuniões mensais de “comes e bebes” de um grupo de ex-esportistas de idade, que pouco fazem pelo esporte de sua localidade. Nós, panathletas, sabemos muito bem que essa não é a “verdade verdadeira”…
Portanto, à luz dos documentos citados, considerando a recomendação do Panathlon Internacional para que, no interior de cada clube discuta-se, preliminarmente, o tema do Congresso Nacional que ocorrerá em Piracicaba nos dias 19-21 de março (tema central: “A Importância da Ética no Esporte”) e, posteriormente do Congresso Internacional em Stresa, Itália, nos dias 14-16 de maio (tema central: “A Primazia da Ética: novas abordagens frente aos desafios éticos e a crescente responsabilidade do esporte na sociedade”) e, especialmente os preparativos para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, coloque, como pano de fundo o acontecido com a Profa. Kátia – o furto da liberdade de expressão – e pergunte a si mesmo: qual o papel do movimento panathlético no Brasil em disseminar os conceitos de “Esportes, Educação e Valores Olímpicos” (título da obra referida anteriormente) a curto, médio e longo prazo? Estamos preparados para essa tarefa?
Antonio Carlos Bramante
Panathlon Clube de Sorocaba
Prof Katia somos alunas do curso de Psicologia da UNINOVE e estamos com uma pesquisa de campo para realizar, ou seja, entrevistar um profissional (Psicólogo) que possa nos contar um pouco de sua experiência e do campo de atuação, hoje no meio social.
O nosso Prof. Ms. Alexandre Nicolau Luccas, docente da disciplina Fundamentos e Práticas Atuais da Psicologia, tels(11) 36722831/99049873, nos indicou o seu nome como Prof Orientador para tal trabalho.
Desde já agradecemos a atenção;
Alunas da UNINOVE: Rosemeire, Natalia, Simone e Laiza.
PS. Caso queira entrar em contato os tels são:(11) 89893678/73580803
Por Rosemeire Freitas Lopes Domingues
em 12-05-2010,
às 8:13.
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Profa Katia, vamos fazer uma cronologia do “causocob”? Sei que a ADUSP se manifestou e e a EEFEUSP, não. O CA Ruy Barbosa compareceu?
O Prof Bramande vive nos dando exemplo de um grande mestre. Boa parte dos dacademia se esconderam pra não perigar alguma boquinha na olimpíada.
Laercio
Por Laercio Elias Pereira
em 18-03-2010, às 16:46.