Blog do Laércio


Educação Física, Esporte e Lazer


Caneta perfumada

Consegui viajar sentado porque tinha entrado na estação inicial, Barra Funda-Palmeiras. Quando o trem da CPTM ia chegando em Presidente Altino entrou mais um vendedor ambulante anunciando:

- Caneta esferográfica com tinta perfumada!

Continuei lendo. Que otário compraria uma caneta com tinta perfumada? Além do mais, aquilo era uma atividade ilegal, como o condutor do trem acabara de avisar pelo sistema de som. Não era pra comprar nada de ambulantes.

- A caneta tem calendário e tabuada!

Era só o que faltava. A pilha, se funcionasse, ia durar pouquíssimo. Caneta é pra escrever e ponto. Foi quando levantei os olhos e vi a demonstração. A caneta não era eletrônica; era mecânica. O calendário e a tabuada, um de cada lado, saiam como mágica num plástico desenrolado de dentro da caneta, e voltavam, com mola, compondo um mecanismo inacreditável. Corri atrás do homem e comprei três.

Não poderia perder essa obra da inteligência humana que veiculava os princípios da matemática e mostrava a evolução do tempo, enquanto servia para escrever. Cultura pura! E ainda por cima a tinta era perfumada!

(obrigado pela revisão, Marô)

O rei dos ônibus: eu.

Andar de ônibus é comigo mesmo. Gosto do título que o Alfredo Faria Jr. me deu: o sujeito da Educação Física do Brasil que mais andou de ônibus. Dificilmente perderei a classificação, já que continuo no ramo. Desta vez foi o Campinas-São João Del Rey-Campinas, que saiu catando caipiras a partir de Sumpaulo (voltando, pois), num inacreditável ônibus Viação Gardênia de janelas pintadas, que, atravessando o belo sudeste de Minas Gerais e conferindo as lombadas de todas as cidadezinhas fundadas desde o ciclo do ouro, durante um dia frio e ensolarado, proporcionou aos passageiros a sensação de passar 11 horas viajando num camburão. Depois conto sobre as aventuras na EF-UFSJdelRey.

Já encarei mais de dez vezes o São Luís-SãoPaulo, viagem de duração democrática entre 48 e 60 horas, dependendo das enchentes do Tocantins ou da barreira de garimpeiros que fechavam a Belém Brasília e obrigavam o ônibus a virar no rumo do Oceano Atlântico, atravessando a Bahia, Pernambuco e Piauí pra chegar no Maranhão.

Teve também a subida dos Andes pelos Caracoles num micro-ônibus, vindo de um terremoto no Chile. Inesquecível a carona nos ônibus da excursão do Grupo de Danças Mexicanas do professor Vidales, saindo de Madri na direção de Munique no longínquo 1972, e rodopiando entre a Espanha e França enquanto eu aprendia a sapatear a “danza del conejo”, e dançar um pouco o que me parecia uma espécie de quadrilha (eu sabia até a metade; o resto a turma me empurrava).

Clássicos têm sido os caminhos da roça: Belzonte-Campinas durante do doutorado e, depois,  Floripa-Sumpaulo, quando trabalhei na FMU, Floripa-Muzambinho e Floripa-Faculdade da Serra Gaúcha em Caxias do Sul.

Das viagens esporádicos e curiosas, lembro de um assaltante jogando as malas pelas janelas do ônibus noturno no trajeto entre Rio-Belzonte na Baixada Fluminense (viagem para o lançamento do Atlas; era um ônibus clandestino – bicheiríssima! – no sufoco do natal, e choveu no meu exemplar autografado pelo Lamartine. Ah! Uma paranóia geral e quase-linchamento na madrugada de uma travessia entre João Pessoa e Fortaleza. Quando registrar vou dar o título de “próduto américano”.

O susto mais recente e perigoso foi acordar com o barulho de estilhaços do pára-brisas do ônibus, com pedradas na Fernão Dias (perto de Itapeva-SP), vindo de um encontro de trabalho com os amigos de Montes Claros (Unimontes e Funorte), na tentativa de assalto ao ônibus que devia ser tombado na curva do fim da descida. O motorista conseguiu chegar ao posto rodoviário, dirigindo no escuro e sem visibilidade. Se não tivesse conseguido talvez essa história não estivesse aqui.

Quando juntar competência conto mais detalhes. História de andar de ônibus é comigo mesmo.

Woodstock do Mal?

Gente Boa, sei que essas conferências nacionais não são uma invenção do Esporte. Parece até que tem uma certa tradição e importância nas áreas da Saúde, da Ciência e Tecnologia … Até o Prof. Gadotti achou que são importantes para mobilização na Educação, na entrevista explosiva de fevereiro da Caros Amigos .

Como eu também acho importante vou contribuir com algumas críticas.

1. Vi em algumas cidades uma luta encarniçada pela boquinha de ir pra capital passar uns dias na etapa seguinte. Pouca profundidade na discussão. Nenhuma repercussão na estrutura de poder dessas cidades

2. Em alguns lugares (o Leopoldo contou sobre o Maranhão) a luta pela boquinha de ir pra Brasília consumiu mais tempo do que as discussões.

3. Algum tempo atrás esses planejamentos eram feitos como “Programa de Governo” (O governo era eleito para executar o plano, com as correções e consultas pertinentes no decorrer do mandato)

4. Já é possível identificar a nova figura dos “Conferenceiros”. Eles têm as manhas pra ir representando, alguns em mais de uma conferência, até.

5. A estrutura montada de “cada filho de Deus um voto” (no esporte começou no Governo FHC, com as esforçadas “caravanas do esporte”)  atropela a democracia estabelecida e não tem contribuído para a criação de Conselhos Estaduais de Esportes, Comissões Municipais e comissões de esportes em Câmaras e Assembléias Legislativas.

6. Embora o caderno de encargos das conferência seja bem fechado, os resultados não tem aparecido com clareza.

7. Uma autoridade do Ministério chamou a minha desconfiança de elitista, que eu estou acostumado com os “peagadeuses” da universidade que acham que sabem tudo só porque estudaram pra isso. Pois é.

Vamos torcer para que todos esses itens estejam equivocados e que tenhamos em Brasília uma III Conferência Nacional do Esporte que seja um um Woodstock do Bem.

Estrilos, beicinhos, protestos e muxoxos podem ser escritos como comentários nesta nota. Salve Rainha! Laércio

Boletim Entraîneurs

Pessoal, desde a deferência do INSEP de chamar o CEV pra mostrar o projeto das comunidades para os representantes dos países francófonos – e realizar o velho sonho do representante que desde a decada de 60, por causa da Revue EPS, de visitar o endereço -  que tento não perder o fio da meada dos projetos que armamos lá e não conseguimos levar à frente por falta de recursos. Um deles é a tradução da  Lettre des Entraîneurs. Repasso com casca e tudo aqui a edição de abril, com a esperança de um dia a gente consiga avançar.Os números 1 a 134 estão disponíveis aqui

Também agora tem a vantagem do Relações Internacionais do CEV, Alvaro Ribeiro, estar morando na França.

Lettre des Entraîneurs

Aider à donner du sens, de l’intelligence dans l’action et dans les décisions

N° 135

Si vous avez des difficultés pour lire cette lettre vous pouvez également la retrouver dans les

Archives des lettres précédentes ICI

Département du Sport de Haut Niveau

Jean Emile MAZER

T : 06 20 05 83 37

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Institut de recherche et d’épidémiologie du sport (IRMES)

http://www.insep.fr/FR/activites/Recherchemedicales/Pages/IRMES-INSEP.aspx

T : 01.41.74.41.86

irmes@insep.fr

Paris,  le 29 Avril 2010

LES Principales missions de l’IRMES

Cette lettre des entraineurs est spécialement dédiée à l’institut de recherche biomédicale et d’épidémiologie du sport. L’IRMES développe un programme, national et international d’études, ciblant, à titre prioritaire, trois champs d’investigation :

  • la physiopathologie du sport,
  • l’épidémiologie de la performance,
  • la prévention sanitaire par les activités physiques ou sportives.

Il renforce, également, les actions menées par le Département Médical en matière de prévention et de suivi des sportif(ve)s de haut niveau.

Cette lettre des entraineurs est plus spécifiquement axée sur le deuxième axe et destinée à présenter les évolutions de la performance sportive, ses déterminants, l’approche permettant de quantifier nos interrogations autour de certaines valeurs de références ainsi que les facteurs qui expliquent les progressions physiologiques des athlètes.

Voici le sommaire :

* La performance comme unité de mesure
* Tendances globales
* ATYPICITE
* NORMES DE PROGRESSION
* ENJEUX GEOPOLITIQUES
* ET DEMAIN ?
* ARTICLES

La performance comme unité de mesure

En épidémiologie du sport la plupart des travaux menés à l’IRMES sont réalisés sur la performance quantifiable, enregistrée officiellement à l’occasion des grandes compétitions internationales par les diverses organisations et fédérations sportives. Il est parfois difficile de se procurer ces données avec un recul suffisant pour en apprécier une tendance plus globale. Toutefois, de nombreuses fédérations ont mis ces données à la disposition du public, sur leur site internet notamment. C’est le cas de l’IAAF, de la FINA et du CIO.

Figure 1 : Exemple de données servant à l’analyse : Records du monde du 100m homme (à gauche). Meilleure performance annuelle des 10 premiers athlètes dans l’épreuve du Mile homme (à droite).

LES TENDANCES GLOBALES

L’ensemble des données constituent une base d’environ 45 000 performances. Ceci permet de modéliser les tendances à venir à partir des évolutions observées dans 221 épreuves olympiques (Athlétisme, Natation, Haltérophilie, Cyclisme sur piste, Patinage de vitesse) ou internationales (Triathlon, Marathons, Cyclisme sur route, Aviron, Ski, Voile…).

Figure 2 : Exemple de modélisation basée sur des courbes de croissance classiques dans 2 épreuves: 400m haies homme (à gauche) en athlétisme et 100m dos femme (à droite) en natation. On mesure l’important effet technologique des combinaisons de 1ère génération depuis 2000 puis le deuxième impact majeur avec la 2ème génération (polyuréthane) en 2008.

Ces analyses montrent que 64% des épreuves étudiées en athlétisme ne progressent plus, alors que 100% des épreuves de natation ont progressé jusqu’en 2009.

Plus d’informations sur ces études (versions originales des articles en anglais avec figures):

  • Pour les records du monde :

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0001552

  • Pour les records du monde en extérieur :

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0003653

  • Pour les meilleures performances mondiales :

http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0008800

Traductions françaises :

  • Pour les records du monde :

http://www.insep.fr/FR/activites/Recherchemedicales/irmes-presse/Documents/Berthelot%20VF.pdf

  • Pour les records du monde en extérieur

http://www.insep.fr/FR/activites/Recherchemedicales/irmes-presse/Pages/Article04-Irmes.aspx

ATYPICITE (de certaines performances)

Certaines performances sont atypiques par leur précocité ou par la marque qu’elles laissent dans les archives autant que dans les esprits. Deux exemples bien connus sont le saut en longueur de Bob Beamon en 1968 et la performance établie sur le 100m féminin par Florence Griffith-Joyner en 1988. Sur ces observations, nous avons développé un outil statistique pour mettre en évidence et caractériser ces moments historiques singuliers.

Figure 3 : Evolution de l’atypicité en athlétisme.

Quatre périodes culminent en 1916 (p1), 1943 (p2), 1968 (p3) et 1988 (p4)

Deux autres années singulières apparaissent également en 1993 en athlétisme et en 1994 en natation durant lesquelles les athlètes chinoises représentent 30 à 60% de l’ensemble des meilleures performances.

Pour plus d’informations :

http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0008800

NORMES DE PROGRESSION

La mise en place de normes de progression a pour objectif de permettre aux entraineurs de mesurer la capacité de développement des athlètes en fonction de leur âge. Tous les athlètes, des disciplines de courses, sauts, lancers, ou d’épreuves combinées, connaissent une phase de progression puis de régression.

Figure 4: Courbes individuelles de carrière des meilleures sprinteuses mondiales sur 100m.

Entre 1980 et 2009, les 10 meilleurs performeurs mondiaux annuels ont été sélectionnés, la carrière de chaque sportif a été retracée en ne gardant que la meilleure performance annuelle. Les gains annuels moyens pour chaque tranche d’âge sont calculés à partir de ces courbes de carrière.

Figure 5: Normes de progression des coureurs du 100m.

Ces données permettent de modéliser avec précision la courbe des gains annuels pour chacune des épreuves et de mesurer les écarts de certaines performances atypiques par rapport à ces normes physiologiques.

ENJEUX GEOPOLITIQUES

Au travers de l’évolution des performances et plus particulièrement des records du monde, l’histoire réapparait. L’analyse des régions ou pays d’origine des détenteurs et détentrices des records met en évidence la performance comme indicateur de fortes tendances géopolitiques.

Figure 6 : Proportion des records du monde par région. L’Amérique du nord (regroupant U.S.A. et Canada) est le leader historique du nombre de records avec un taux de 27.1%

Figure 7 : Evolution cumulée du nombre de records du monde par région. L’histoire marque ces différentes progressions : seconde guerre mondiale suivie d’une interruption des progressions européennes, guerre froide avec l’émulation Europe de l’Est – Etats-Unis, chute du rideau de fer et rupture des performances russes, émergence de la Chine dans les 20 dernières années.

Pour plus d’informations (version anglaise originale avec figures) :

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0007573

Traduction française :

http://www.insep.fr/FR/activites/Recherchemedicales/publicationsscientifiques/Documents/Success%20in%20Developping%20Region%20VF.pdf

ET DEMAIN ?

Dans ce contexte des tendances actuelles et passées de la performance, quelles évolutions peut-on attendre pour demain ?

1. La solution technologique ?

L’innovation technologique explose avec la révolution industrielle du XIXème siècle. Avec le mouvement olympique né dans ce positivisme triomphant, elle devient une composante essentielle de la performance au XXème et, pour certaines disciplines, un facteur désormais indispensable à la réalisation de nouveaux records du monde.

En natation, nous avons ainsi estimé l’impact des trois générations successives de combinaisons à environ 2.58% pour les hommes et 2.24% pour les femmes. Depuis Janvier 2010, la FINA a interdit l’utilisation des combinaisons « tout polyuréthane ». En prenant en compte la courbe d’apprentissage de cet outil technologique à partir de 1999, un recul moyen des performances de 2 à 3% pourrait être observé cette année pour les 10 meilleures nageuses et nageurs mondiaux. Cependant, l’introduction des plots inclinés au départ (nouvelle innovation technologique) pourrait partiellement limiter cette incidence sur les courtes distances.

D’autres disciplines sont également concernées par l’impact technologique : patinage, ski, cyclisme … Ces effets sont souvent mesurables de façon similaire.

2. L’impasse physiologique ?

A contrario, les épreuves « matures » incorporant peu de technologie arrivent à un plateau de progression physiologique depuis les années 1990 (notamment en athlétisme, voir lien en particulier). Dès lors l’intérêt des médias, des sponsors et des spectateurs pour des épreuves où le dépassement des limites n’est plus à l’ordre du jour, est une question qu’il faudra aborder. Avec la performance de Teddy Tamgho, le triple saut en est l’exemple le plus récent, réactivant ainsi une discipline un peu oubliée sur le plan national.

Néanmoins, l’apparition de phénotypes et, peut-être, de génotypes nouveaux (tels qu’Usain Bolt) repose la question de l’occurrence statistique des tout meilleurs, de la somme d’événements nécessaires à l’établissement de leurs performances et, du coup, des possibilités d’expression du génome humain dans un environnement favorable (familial, économique, sanitaire, psychologique, alimentaire, d’entraînement…). Ces exemples semblent néanmoins se raréfier et soulignent les difficultés croissantes de nos organisations pour parvenir à détecter puis mener au zénith ces heureux hasards du vivant.

ARTICLES

Neurophysiologie et psychologie de la performance
Introduction du rapport relatif à la Mission « Mental et Performance »
J’ai lu dans ses yeux une question effarante, une question que ne doit jamais se poser un footballeur : « Qui sale la mer ? »
Paul Fournel Les athlètes dans leur tête

Disponible ICI

Dépassement et confrontation aux limites
JF TOUSSAINT
Directeur de l’IRMES
Membre du Haut Conseil de la Santé Publique
Séminaire « L’avenir de la devise olympique »
École de Management de Grenoble
16 octobre 2009

Disponible ICI

29ème congrès de la Société Française de Médecine du Sport, 29 au 31 octobre, Biarritz.
ABSTRACTS disponibles ICI

1. Evolution des performances en marathon.
N. El Helou, Irmes, Paris

2. Effets à long terme des variations de poids chez les athlètes de haut niveau en sports à catégorie de poids.
M. Brown, UFR STAPS, Université Paris Descartes, Paris

3. Précocité et longévité au Tennis: Analyse des numéros 1 ATP et WTA.
M. Guillaume, Irmes,Paris.

4. Modélisation des relations entre les charges d’entraînement et les pathologies infectieuses chez 28 nageurs élites durant 3 saisons
P. Hellard, Fédération Française de Natation, Paris

5. Modélisation des relations entre la variabilité de la fréquence cardiaque et les pathologies infectieuses chez 18 nageurs élites durant 3 saisons
P. Hellard, Fédération Française de Natation, Paris

6. Progressions individuelles de la performance: un modèle unifié.
S. Len, Irmes, Paris.

7. Combinaisons, Sport & Technologie : les 3 pas en avant de la natation.
S Len, Irmes, Paris.

8. Saisonnalité, âge et performance de 1.3 million de participants aux grands marathons mondiaux.
A. Marc, Irmes, Paris.

9. Evaluation de la condition physique en population générale, analyse des performances et des données biométriques lors d’un test grand public.
H. Nassif, Irmes, Paris.

10. Alimentation, blessures et performance en compétition chez les jeunes judokas.
S. Nguyen, Insep, Paris.

11. Saisonnalité de la performance: les jeux en retard d’un record.
L. Quinquis,Irmes, Paris.

12. Modèles statistiques d’analyse des paramètres environnementaux sur la performance dans le marathon.
J. Tolaïni, Irmes, Paris.

13. Etude épidémiologique des traumatismes survenus durant les Concours Complets d’Equitation en France métropolitaine.
A.L. Vives, Irmes, Fédération Française d’Equitation, Paris.

La Fin du Citius: La Progression des Records du Monde durant l’Ere Olympique Annonce l’Épilogue d’une Brève Quête Ultra-Physiologique
Geoffroy Berthelot1, Valérie Thibault1, Muriel Tafflet1,2, Sylvie Escolano1,2, Nour El Helou1, Xavier Jouven2,3, Olivier Hermine3,4, Jean-François Toussaint1,3,5
IRMES, Institut de Recherche Médicale et d’Epidémiologie du Sport, INSEP, Paris, France,
2 INSERM, IFR69, U780, Villejuif, F-94807, France.
3 Université Paris-Descartes, 12 rue de l’école de médecine, 75006 Paris, France.
4 CNRS UMR 8147, Hôpital Necker, 149 rue de Sèvres, 75015 Paris, France.
5 CIMS, Hôtel-Dieu, APHP, 1 Parvis Notre Dame, 75184 Paris Cedex 04, France.

Les records du monde (RM) illustrent l’ultime expression de la biologie musculaire humaine. Les prédictions des limites physiologiques de l’homme et l’impact des conditions extérieures (historiques ou environnementales) sur l’établissement d’un RM sont sujets à controverse. Après l’analyse de 3 263 RM établis dans toutes les disciplines officielles quantifiables depuis les premières olympiades, nous montrons ici que le rythme de progression des RM suit un modèle exponentiel décroissant en série précis (valeur moyenne du R² ajusté = 0,91±0,08).
Lire la suite: ici

De Hawai à Oxford, des barrières éco-physiologiques limitent la progression de l’homme dans dix monuments du Sport
François-Denis Desgorces1,2*, Geoffroy Berthelot1, Nour El Helou1, Valérie Thibault1, Marion Guillaume1, Muriel Tafflet3, Olivier Hermine1,2,4, Jean-François Toussaint1,2,5
1 IRMES, Institut de Recherche Médicale et d’Epidémiologie du Sport, INSEP, Paris, France,
2 Université Paris Descartes, Paris, France,
3 INSERM U909, université Paris Descartes, IFR 69 Paris Sud Université, Villejuif, France,
4 Service d’hématologie Hôpital Necker and CNRS UMR 8147, Paris, France,
5 CIMS, Hoˆ tel-Dieu, Assistance Publique – Hôpitaux de Paris, Paris, France

Afin de comprendre les déterminants et les tendances de l’évolution des performances humaines, nous avons analysé 10 épreuves de plein air parmi les plus anciennes et les plus populaires de l’histoire du sport.
Lire la suite: ici

Limites humaines et adaptations
Entretien réalisé le 09/04/09 avec Jean-François Toussaint, par Mathias Germain et Philippe Berrebi, Medecinews.
La plupart des records d’aujourd’hui sont liés à la technologie. L’homme a atteint ses limites physiologiques, mais dispose-t-il des réserves d’adaptation suffisantes pour répondre aux contraintes croissantes de l’environnement ?
Lire la suite: ici

Les derniers jeux du cycle?
Article paru sur le Monde.fr le 8/8/8 et dans le supplément Pékin 2008 du 9/8/8 sous le titre : « Records du monde : plus vite, plus haut, plus fort… plus rare »
Chine, baie de Quingdao, 21 juin, le site olympique des épreuves de voile est envahi d’algues vertes. En régate d’entraînement, les équipages sont obligés pour la première fois d’adapter leur stratégie à ce paramètre inattendu…
Lire la suite: ici

Fin de cycle
Article paru dans le Monde Pékin 2008 du 24 Août sous le titre : « La Chine a atteint son objectif, mais quelle réalité avons-nous vue ? »
Débats Le nombre de records s’inscrit dans la fourchette haute des prévisions
Huit août 2008, 8h08, le monde assiste à une cérémonie d’ouverture des JO placée sous le signe de la superstition et de la magie…
Lire la suite: ici

Énorme ou Hors Norme ?
Article paru dans Le Monde Pékin 2008 du 22 Août, sous le titre: « Une prédisposition génétique et un entraînement approprié »
“La foudre” n’a pas fini d’étonner. Après son deuxième record, au terme d’une course sans concurrence, Usain Bolt incarne le paradoxe de l’athlétisme contemporain…
Lire la suite: ici

Geoffroy BERTHELOT, Stéphane LEN, Marion GUILLAUME, Jean François TOUSSAINT

IRMES, Institut de recherche biomédicale et d’épidémiologie du sport.

INSEP

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Jean Emile MAZER

Département du Sport de Haut Niveau

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Mimtrevista. Laércio

A idéia do MIMTREVISTA (sim, com M) está rodopiando nos meus projetos desde que li um artigo do nosso primeiro mestre da internet no Brasil, o Sergio Charlab, que era colunista do Jornal do Brasil e também da nova revista Internet World  (em 1995). O que pegou foi um artigo incitando cada um a fazer o seu FAQ. Como tenho implicância quaresmática (Ixi!) com expressões estrangeiras fiquei procurando uma tradução para Frequent Asked Questions. Passamos a usar na internet o Perguntas & Respostas, e Perguntas Frequentes … mas não alcançava. O que podia alcançar mesmo era o MIMTREVISTA. Daí li o saboroso “Edney entrevista Interney” e fiquei convencido.

Como estamos na Internet, a MIMTREVISTA pode ser atualizada a qualquer momento. Basta constar a data da atualização. Sim, tenho pena da turma do tempo do Gutembergue, que tinha que escrever outro livro ou artigo quando mudava de idéia.

Vamos, pois.

Pergunta. Você é maranhanse?

Laercio. Morei muitos anos e construí castelos no Maranhão, tenho filho nascido em São Luis e tudo, mas nasci em São Caetano do Sul. Tenho gen nordestino, do Rio Grande do Norte. Depois de muitas secas meu pai saiu do sertão, tomou “um Ita no Norte” e foi pra recém criada São Caetano do Sul, trabalhar como peão na General Motors. Depois mandou buscar minha mãe e uma fieira de tios e parentes.

P. Como você foi parar na Educação Física? Vc sempre pensou em ser professor de EF.

L. Virei um professor de Educação Física apaixonado, mas nunca tinha pensado que alguém poderia viver disso até encontrar, durante o Cursinho do Grêmio – pra sociologia -, com uma amiga, Janice, que me contou que existia o curso. Nem fui saber o resultado da sociologia. Me inscrevi, fiz o cursinho “teórico-prático” do CA Ruy Barbosa e fui cursar EF no Ibirapuera.  Na lutas e passeatas dos meiaoito conseguimos, participando do movimento de criação da UNESP, fazer com que a EF fosse pra USP, por ser em São Paulo. As faculdades do interior foram pras UNESP.

P. O que influenciou nessa decisão brusca de mudar da sociologia pra EF?

L. Passei a infância jogando bola e sendo escoteiro no clube da GM. Tive um excelente Chefe no Grupo Escoteiro João Ramalho (Chefe José Gonçalves) e ótimos professores de Educação Física no Ginásio (Diogo, Valdebi Romani no Amaral Wagner, e no Senai (Renato, em Santo André onde fiz ajustagem mecânica e Muller – Tuta – no Senai do Brás, quando cursei ferramentaria).

P. Por que Vc mudou tanto, morou em tantos lugares?

L. Porque vim pra vida a passeio, não em viagem de negócios (como dizia o Carlito Maia). Também coleciono uma legião de amigos que é uma beleza em volta dessas 34 casas em que morei.

P. E o CEV, como foi isso?

L. Toda a minha vida profissional girou em torno de publicações, desde o Opinião, que a gente fazia em papel-jornal e tudo no CA Ruy Barbosa, numa gráfica inconsequentemente em frente ao DOPS. Tenho admiração pelas profissões de jornalistas, bibliotecários – sou um dos admiradores incondicionais de Jorge Luis Borges – e os que conseguiram chegar à condição de mestre ensinada pelo Octavio Paz “Os verdadeiros mestres são os que sabem fazer rir com seus pensamentos e pensar com as suas histórias engraçadas”. Do Barão de Itararé, passando pelo Millôr e chegando no Luis Fernando Veríssimo. O CEV foi um jeito de juntar tudo. Amigos, publicações, especialidades. Eu sempre tive a preocupação da informação técnica e científica da EF chegar até o professor de Barra do Corda, no sul do Maranhão. Também foi a maneira que eu encontrei para cumprir a vida com alguma utilidade. Não posso deixar de citar aquela ponta de egoísmo de professor: luto para melhorar o mundo e vou ser beneficiado com isso.

P. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa.

L. Gostaria, mas vou esperar as atualizações e as provocações que, torço, aconteçam aqui no blog.

Caminhada Virtual Agita

É hoje. O Agita, primeiro parceiro do CEV, ainda em 1996, tem no ar um sítio para registrarmos as nossas caminhadas de hoje. A idéia é tentar somar o número de Km pra dar uma volta ao mundo, dando o significado da abrangência que o trabalho do pessoal do Agita conseguiu. Vamos participar? http://www.celafiscs.on.com.br/waw/

Currículo no futuro

Antigamente, ainda no século vinte, em conversas na Escola do Futuro da USP, constumávamos tripudiar sobre os velhos conceitos, dizendo que “Os currículos costumam ser construídos com base no passado glorioso dos professores, não no futuro incerto dos estudantes”.  Ou seja, a gente também analisava olhando no retrovisor. Diferente da Singularity University, que usa como base projeções futuristas, cujo diretor, Salim Ismail,  esteve no Brasil e deu entrevista ao Link. Ler, refletir e palpitar.

Universidade de futurismo
LINK-Estadão. 21 de março de 2010

Em quarenta anos, o avanço tecnológico será tão grande que os seres humanos superarão sua própria biologia e, fundidos a máquinas, viverão para sempre. “Quem evitaria inovações que podem nos fazer viver mais e melhor?”, desafiou o autor da tese, o inventor-futurista Ray Kurzweil, em entrevista ao Link no ano passado. Brisa? Pode ser, mas essa crença tem nome (singularidade), defensores quase religiosos e até uma universidade própria.

Fundada em 2008, a Singularity University fica no Vale do Silício e é bancada por parceiros de peso como a Nasa e o Google. Sua missão é justamente desenvolver equipamentos e conceitos que conduzam para esse tal novo estágio da evolução, unindo o que há de mais avançado em áreas como biotecnologia e nanotecnologia. Rotulada de “Universidade do Google”, a Singularity University diz basear seu currículo em macroprojeções sobre o futuro, como aquelas feitas por Kurzweil em seus livros. O diretor-executivo da instituição, Salim Ismail veio ao Brasil na semana passada e conversou com o Link sobre a “escola de futuristas”.

Qual a diferença entre a Singularity University e outras instituições? Resolver problemas usando novas tecnologias não é o objetivo de várias delas?

As universidades normais pecam por basear o currículo no passado. Nossos estudos são baseados nas pesquisas e nas projeções para o futuro. Uma singularidade ocorre toda vez em que uma tecnologia única surge, quebrando com todos os modelos anteriores. Um exemplo bem pé no chão é o iPhone, que criou um novo modelo de negócios e mudou tudo. Como instituição, não ficamos estudando o passado. Nos preparamos e vislumbramos o dia em que custará US$ 100 para decifrar o seu genoma, favorecendo uma medicina personalizada. As tecnologias crescem de maneira exponencial, então, olhamos para elas como um meio para resolver os grandes problemas da humanidade.

Essa ideia de singularidade de Ray Kurzweil soa, para muita gente, mais como profecia religiosa do que algo científico. Isso afeta a universidade?

Acho que não, já que temos o apoio de instituições como a Nasa e o Google. Existe algum preconceito, mas só de pessoas que não entendem a nossa proposta. O termo singularidade, cunhado pelo cientista Vernor Vinge, fala de um futuro em que teremos os meios tecnológicos para construir uma superinteligência, um super-humano. O Ray Kurzweil levou isso para outro lado, dizendo que os seres humanos, usando a tecnologia, podem superar a própria biologia e tornarem-se imortais. São ideias que nos inspiram, mas são diferentes do nosso ideal enquanto instituição. Queremos realizar, inventar essas tecnologias que nos levarão para esse estágio, juntando áreas como nanotecnologia e biotecnologia.

E o que vocês já fizeram, por enquanto?

Só tivemos uma turma formada por enquanto, mas já tivemos alguns projetos interessantes. Um deles se chama Acasa, uma empresa que planeja construir uma impressora 3D gigante. Até aí, nada de novo. Só que o produto de sua impressão são casas. Inteiras. Você enche os cartuchos de cimento, areia. Aperte um botão e pronto, o aparelho produz uma moradia em três dimensões. Essa tecnologia já existe há algum tempo. mas agora está se tornando viável economicamente. Imagine o impacto de um produto assim em países como o Chile e Haiti, que precisam de soluções rápidas para uma reconstrução radical. Isso mudaria totalmente o campo da construção. Queremos construir coisas que causem justamente esse impacto.

E o que podemos esperar para os próximos anos?

Uma geração de líderes mais ligada nas soluções que as novas tecnologias trazem do que na política em si. O aquecimento global, por exemplo, continua sem solução por uma razão estritamente política, não técnica. Essa força renovadora deve vir de países como o Brasil e a Índia, ambiciosos, criativos e em desenvolvimento.

Blog: Victor Matsudo no CEV

É com satisfação, orgulho mesmo, que anunciamos o Blog do Victor Matsudo no CEV. Criador do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, e uma das mais importantes autoridades e atividade física e saúde do mundo, ele é vice-presidente do Conselho Internacional de Ciências do Esporte e Educação Física – ICSSPE e tem rodado o planeta inaugurando programas Agita (Agita Mundo, Agita Índia, Agita Indnésia…) e vai contar as histórias das muitas viagens e projetos no Blog. Bem-Vindo!

Congresso NNE 1980

A arte do Congresso NNE de Ciências do esporte dde 1980 foi do Edgar Rocha

Arte Congresso NNE 1980

O documento do COB. É bom guardar

Agora que o COB desistiu da ação de queimar livros é bom a gente guardar o documento que iniciou tudo. A desistência já está na entrada do CEV. Laercio

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