Envelhecimento Ativo Mediante a Adoção Estilo de Vida Saudável
22.12.2011 | Comente.
O Projeto Senior Fit foi criado em 2009 a partir da experiência de mais de 15 anos com o Projeto Longitudinal de Envelhecimento e Aptidão Física de São Caetano do Sul que vem estudando o efeito da prática da atividade física do adulto durante o processo de envelhecimento. Considerando as inúmeras evidências científicas que sustentam a importância de um estilo de vida ativo para o controle, prevenção e tratamento das doenças crônicas não transmissíveis e para manter e melhorar a capacidade física e funcional durante o processo de envelhecimento, a proposta Senior Fit surge como alternativa de dar autonomia ao individuo para ser fisicamente ativo e assim garantir um envelhecimento bem sucedido. O projeto enviado para o Premio Santander de Talentos da Maturidade tem a audaciosa proposta de levar esta intervenção da promoção de um estilo de vida ativo, mediante a prática regular da atividade física para os adultos maiores de 60 anos em condições de estadia em instituições de longa permanência. Esta proposta concretiza o sonho da nossa instituição de dar oportunidade de movimento a estes indivíduos muitas vezes condenados injusta e desnecessariamente ao total sedentarismo e a falta de estímulo e movimentação que levam a que facilmente sejam alvo de doenças crônicas, de atrofia, de agravamento de condições pré existentes e de morte prematura assim como a perdas físicas, funcionais, agravos cognitivos e situações de depressão e infelicidade. A proposta Senior Fit em instituições de longa permanência pretende de forma inédita capacitar a cuidadores, profissionais da saúde e responsáveis pelo atendimento em asilos e instituições de longa permanência a oferecer o estímulo mínimo necessário de exercícios e atividades físicas que contribuam para manter ou reduzir o declínio das capacidades físicas e funcionais necessárias para a realização das atividades diárias e que determinam de forma significativa a saúde e qualidade de vida destes indivíduos. O nosso sonho é transformar uma prática simples e natural do ser humano: o movimento para que as pessoas consigam envelhecer melhor, de forma mais saudável e especialmente mais felizes!
21.01.2011 | Comente.
Estabilidade das variáveis de aptidão física e capacidade funcional de mulheres fisicamente ativas de 50 a 89 anos. João Pedro Silva Júnior, Sandra Matsudo, Victor Matsudo et al – CELAFISCS
Resumo – O objetivo da pesquisa foi verificar o efeito de um programa de atividade fisica e estabilidade das variaveis de aptidao fisica e capacidade funcional de mulheres adultas fisicamente ativas. A amostra foi composta por 34 mulheres entre 50-89 anos, participantes de um grupo de atividade fisica da Universidade Camilo Castelo Branco. Criterios de inclusao: adesao minima de 75% de frequencia as aulas (3x/semana) e ter realizado, no minimo, uma avaliacao por ano entre 2005-2007. Todas as avaliacoes foram realizadas no mes de junho. As medidas antropometricas foram: massa corporal, estatura, circunferencia da cintura e quadril; neuromotoras: levantar da cadeira em segundos, levantar da cadeira em 30 segundos, flexao de cotovelo, shuttle-run, equilibrio estatico e dinamico; e metabolica: marcha estacionaria de 2 minutos, foi seguida a padronizacao CELAFISCS. A analise dos dados foi feita pela ANOVA – One Way seguida do “post hoc de Scheffe”, delta percentual e correlacao de Spearman Rho. O nivel de significancia adotado foi o p<0,05. Nas tres avaliacoes realizadas, a massa corporal, indice de massa corporal e relacao cintura quadril indicaram valores de excesso de peso. A capacidade funcional demonstrou incremento na forca de membros superiores (42%) e inferiores (5,2%) e para o equilibrio (14,1%), essas mudancas foram significativas, o mesmo nao aconteceu para agilidade (2,1%), isso comparando 2005-2007. O indice de massa corporal, relacao cintura quadril, forca e equilibrio estatico a estabilidade variou de 0,26 a 0,91 (p<0,05). O programa de atividade fisica contribuiu para a manutencao da aptidao fisica e capacidade funcional de mulheres adultas.
16.08.2010 | Comente.
Prezados Amigos,
O Projeto Londitudinal do Idoso que mantemos em SCS há 14 anos foi matéria no Telejornal da RedeTV.
Assistam!!
O http://www.redetv.com.br/Video.aspx?52,15,129765,Jornalismo,RedeTV-News,Exercicio-fisico-reduz-o-consumo-de-medicamentos-entre-idosos
23.07.2010 | Comente.
Na agitação da atualidade, o trabalho aumenta, o cansaço acumula, os compromissos se multiplicam e o resultado: fica difícil achar um tempinho para cuidar da própria saúde. Essa situação é comum, principalmente, entre os homens. De acordo com dados do Ministério da Saúde, há cada três mortes, duas são de homens no país e, entre as principais causas estão as doenças cardiovasculares. Outros dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – revelam que, embora a expectativa de vida dos homens tenha aumentado de 63,20 para 68,92 anos de 1991 para 2007, ela ainda se mantém 7,6 anos abaixo das mulheres. Segundo o médico, Cláudio Ceccon, cardiologista do Hospital Santa Clara, os profissionais autônomos, em especial os que trabalham com situações de stress, estão entre os considerados de risco para doenças cardiovasculares. “Aliado ao costume do homem de não se preocupar habitualmente com a saúde, o alto grau de stress, sedentarismo e hábitos alimentares excessivos em gorduras polisaturadas e bebida alcoólica são os grandes vilões”, alerta. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, para que os homens se atentem mais para a importância dos cuidados preventivos com a saúde, é preciso haver uma mudança cultural. “Na maioria das vezes, os homens recorrem aos serviços de saúde apenas quando a doença está mais avançada. Eles foram educados para não chorar e para manter a couraça de que ‘são machos’, e têm medo de descobrirem doenças que os fragilizariam diante dessa condição”, diz
23.07.2010 | Comente.
Mais exercício e menos remédio 19/7/2010
Por Fabio Reynol Agência FAPESP –
Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito. A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP. Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias. “Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo. Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá. Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse. As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé. O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente. Economia de medicamentos Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações. “Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora. A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos. O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp. Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse. As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa. A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse. Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.
23.07.2010 | Comente.
CELAFISCS – Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul
A força muscular é uma variável extremamente importante para atletas, jovens, mulheres e principalmente para as pessoas mais idosas. A redução da força muscular com o passar da idade favorece o surgimento de morbidades, quedas, maiores taxas de fraturas, hospitalização e mortalidade. Por exemplo, Newman e colaboradores (2006) avaliaram a força do quadríceps, preensão manual e a composição corporal de 2.292 indivíduos. Após análise dos dados encontraram que a força muscular e não a massa muscular correlacionou fortemente com a taxa de mortalidade.
Não obstante, com o aumento da idade observamos também o aumento do consumo de medicamentos entre os idosos. Uma pesquisa recente em nosso laboratório mostrou entre os idosos que caminhavam mais de 8.500 passos consumiam menos medicamentos do que aquelas que caminhavam menos de 6 mil passos. Aliás, 100% das mulheres que caminhavam menos de seis mil passos utilizavam algum tipo de medicamento.
Porém, poucos estudos têm observado a relação entre força muscular e consumo de medicamento. Um artigo publicado no periódico Age and Ageing deste ano, conduzido por Ashfield TA e colaboradores avaliaram 1.572 homens e 1.415 mulheres com idade entre 59 a 73, participantes do Hertfordshire Cohort Study. Mensuraram a força destes indivíduos e a utilização de medicamentos cardiovasculares. Alguns medicamentos como Furosemida foi associado com a redução de 3,15 kg para homens e 2,35 kg para mulheres. Os Nitratos também se correlacionaram com menor força, tanto em homens como nas mulheres. Os bloqueadores de cálcio e fibratos foram associados apenas entre as mulheres. O único medicamento que não se associou com a força muscular foi a Estatina. Embora o fenômeno foi observado, estes dados devem ser analisados com cautela, pois a casualidade não deve ser estabelecida, já que trata-se de um estudo transversal. Além disso, não buscou evidenciar qual variável é mais influenciada, ou melhor, não foi estabelecido se menor força leva a um maior consumo de medicamentos ou se a causa da redução da força foi devido ao medicamento.
Contudo, o uso de alguns medicamentos cardiovasculares foi associado com a redução da força muscular entre indivíduos idosos. Parece, mais uma vez, que a capacidade força muscular é uma importante variável para o estado de saúde das pessoas, principalmente entre os mais idosos.
Referência
Ashfield TA; syddall HE; martin HJ; Dennison EM; Cooper C; Sayer AAI. Grip strength and cardiovascular drug use in older people: findings from the Hertfordshire Cohort Study. Age and Ageing 2010; 39: 185–191. doi: 10.1093/ageing/afp203
31.03.2010 | 7 Comentários.
Amigos,
No dia 15 de MAio teremos a realização da nova edição do Curso de Avaliação Física e Funcional do Idoso.
Mais informações escreva para mim sandra@celafiscs.org.br.
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