As Ciências do Esporte e a Atividade Física pelo Mundo
20.01.2012 | 3 Comentários.
Com grande satisfação que recebo da – GlobalPAnet convite para participar do Comitê Editorial da nova rede internacional de atividade física, a GlobalPAnet, onde terá a função de direcionar estratégias para comunicação e apoio para promover um alto nível de assistência e co-coordenação nas atividades da rede.Esse rede foi organizada pelos pesquisadores Trevor Shilton (Heart Foundation in Australia) e Adrian Bauman (Universidade de Sidney) após grande sucesso da Australian Physical Activity Network (AusPAnet) e recebe o apoio da Internacional Society of Physical Activity and Health (ISPAH).O objetivo da GlobalPAnet é traduzir as evidências e compartilhar boas práticas em uma rede mundial de praticantes, cientistas, políticos e criadores de políticas públicas.
18.01.2012 | Comente.
Uma boa oportunidade para conhecer uma das cidades mais lindas do mundo
Dear Colleague, It is with great pleasure that we announce the opening of registration and abstract submission for the 17th Annual Congress of the European College of Sport Science to be held in the heart of Europe – Bruges, Belgium.
Details of the high class scientific programme and information on the most beautiful city of Bruges can be found at ECSS Bruges 2012 website. Please download our congress brochure, visit the congress website and view our promotional video.
Please follow us on twitter for latest congress updates. Also, we would like to announce that for the first time the ECSS poster sessions will be organised in e-poster format. For abstract submission please click here. • Opening registration: 15th December 2011 •
Deadline for abstract submission: 15th February 2012 • Notification to authors: 1st April 2012 • Deadline for early registration: 15th April 2012 • Deadline for registration of presenting authors: 1st May 2012 We look forward to welcoming you to Bruges. Professor Romain Meeusen – Professor Jacques Duchateau
18.01.2012 | Comente.
Oi Pessoal Vai chegando ao final 2011. Um ano com altos e baixos, felizmente com mais dos primeiros. Para isso todos voces ajudaram, alguns mais outros menos, mas todos se esforcaram pra dar a nossa casa um pouco de sua energia, tentando transformar sonhos em realidade. Antes que termine o ano, compartilho o ultimo livro de 2011, um conto de Conan Doyle, que como tantos outros é fascinante. Sugiro especialmente que leiam a introducao, que espero inspirar a muitos de voces. Especialmente para fazer de 2012 um ano ainda mais completo, em que vamos com certeza encontrar dificuldades e algumas vitórias, mas principalmente tentando sempre buscar a concretizacao de nossos sonhos. Victor
A Ciclista Solitária
Arthur Conan Doyle, Porto Alegre, L & M Pocket, 2010
O autor nasceu em Edimburgo em 1839. Formou-se em Medicina na Universidade de Edimburgo em 1885, quando montou um consultório e começou a escrever histórias de detetives. Em 1887 em Um estudo em vermelho introduziu os personagens Sherlock Holmes e Dr Watson. Conan imortalizou o merodo de dedução utilizado nas inverigacoes e o ambiente da Inglaterra vitoriana. Matou Sherlock em 1893 no conto O Problema Final. Ressucitou em O cão dos Barkerville, publicado entre 1902 e 1903 e no conto A casa vazia, sucumbindo a pressão do publico, revelando que o detetive conseguira burlar a morte. Foi condecorado em 1902, morrendo em 1930.
Em cem anos Sherlock tornou-se um dos três personagens mais famosos da literatura inglesa – os outros dois são Hamlet e Robinson Cruzoé – e sem duvida da literatura mundial. Mais de um século após seu aparecimento em Um estudo em vermelho, o interesse e a controvérsia em torno do personagem continuam tão acessos quanto na época em que seu autor recebia diariamente dezenas de cartas solicitando a presenca de Holmes para solucionar mistérios, crimes e desaparecimentos.
Pg 54: Meu amigo não tomara café, pois uma de suas peculiaridades era não comer nada nos momentos mais intensos, e já o vi contar demasiado com sua forca extraordinária até desmaiar de pura inanição. No momento não posso desperdiçar energia e resistência com a digestão, ele diria ante minhas admoestações médicas.
Pg 67: Voce vê, meu caro Watson, não é realmente difícil construir uma série de deduções, cada uma dependendo de sua antecessora e cada uma simples em si mesma. Se, após fazer isso, você simplesmente derrubar todas as deduções centrais e apresentar a sua audiência o ponto de partida e a conclusão, pode produzir um efeito surpreendente, embora possivelmente falso.
Aqui estao os elos que faltam a essa cadeia muito simples: 1- você tinha giz entre o indicador e o polegar da mao esquerda quando voltou do clube na noite passada; 2- você coloca giz até quando joga bilhar para firmar o taco; 2- você nunca joga bilhar a não ser com Thurston; 4- você me contou , há quatro semanas , que Thurston tinha uma opção de compra sobre uma propriedade sul-africana que expirou em um mês e que ele gostaria de compartilhar com você; 5- o seu talão de cheques está trancado na minha gaveta, e você não pediu a chave; 6- você não tem a intenção de investir seu dinheiro dessa maneira.
Pg 89: A primeira mensagem submetida a mim era tão curta que foi impossível fazer mais do que conjecturar com alguma confiança qual símbolo representava o E. Como sabem, a letra E é a mais comum no alfabeto inglês e ela predomina de tal fomra que até em uma frase curta pode-se esperar encontrá-la mais vezes. Dos quinze símbolos da primeira mensagem, quatro eram os mesmos, entao seria razoável estabelece-los como sendo a letra E. É verdade que, em alguns casos, a figura empunhava uma bandeira, e em outros não, mas era provável pela maneira que as bandeiras estavam distribuídas. Que elas eram usadas para dividir a frase em palavras. Tomei isso com uma hipótese, e considerei que o E era representado pelo desenho do homenzinho.
Pg 167: Não há duvida, meu caro Watson, sobre o valor do exercício antes do café da manha.
Pg 172: Conheco seus métodos, senhor, e apliquei-os, Antes de deixar que mexessem em qualquer coisa, examinei cuidadosamente o terreno la fora, e também o chão do aposento. Não havia marcas de pegadas, disse-lhe Hopkins. Quer dizer que não viu nenhuma? Garanto-lhe senhor que não havia nenhuma. Meu caro sr. Hopkins, já investiguei muitos crimes, mas at[e hoje não vi um que tenha sido cometido por uma criatura voadora.
Pg 203: Bem, bem, um caro amigo, que assim seja. Nós compartilhamos o mesmo aposento por alguns anos e seria divertido se terminássemos compartilhando a mesma cela.
Pg 206: Meu primeiro sentimento de medo havia passado e agora sentia um frêmito de satisfação maior do que quando éramos os defensores da lei, em vez dos seus infratores. O nobre objetivo da nossa missão, a certeza de que ele era desinteressada e cavalheiresca, o caráter vil do nosso adversário, tudo contribua para o interesse esportivo da aventura. Longe de sentir-me culpado, alegrei-me, exultando com o perigo. Com grande admiração, observei que Holmes abriu sua pasta de instrumentos e escolher uma ferramenta com a precisão científica e calma de um cirurgião que est[a fazendo uma operação delicada.
Pg 211: Ela (Holmes) sacara um pequeno revolver, de um brilho cintilante, e descarregou bala após bala no corpo de Milverton, o cano a menos de um metro do seu peito. Ele recuou encolhido e entao caiu sobre a mesa, tossindo furiosamente e agarrando-se aos papéis. Entao ergueu-se cambaleante, levou mais um tiro e rolou para o chão.
Pg 214: Pensei, disse Lestrade da Scotland and Yard, que talvez o senhor tivesse anda de especial a fazer e quisesse nos ajudar no caso mais extraordinário que ocorreu ontem a noite mesmo, em Hampsted.
Bem, infelizmente não posso ajudá-lo, sr Lestrade- disse Holmes. O fato é que conheci esse tal Milverton e o considerava um dos homens mais perigosos de Londres. Acho que há determinados crimes em que a lei não pode interferir, e que por esse motivo, até certo ponto justificam a vingança privada. Não, não adianta insistir, já tomei uma decisão, Minha solidariedade está com os criminosos, ano com a vítima, e não vou trabalhar nesse caso.
18.01.2012 | Comente.
The aim of this study was to determine the association between levels of physical activity and usage of medication in older women. The level of physical activity was assessed using a pedometer. Use of medication was assessed through medical records supplied in reports kept by the Family Health Program, City Health Department, São Caetano do Sul, São Paulo State, Brazil. Regular use of pharmaceuticals, regardless of type of illness or treatment, was listed. Data analysis was performed using Poisson regression to estimate the revalence ratio. The results of the study indicated that, amongst the 271 eligible women, 84.9% had been classified as active. Only 23.2% did not use any type of medication while 29.8% used three or more medications. The level of physical activity was inversely associated with the number of medications used, under both crude analysis and after adjustment. The study concluded that higher volumes of physical activity were significantly associated with lower usage of pharmaceuticals in women who are involved in a physical activity program.
Aging; Physical Activity; Medicine Use
Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, a definir.
18.01.2012 | Comente.
Compartilho publicação da PAHO sobre saude nas Américas, um estudo que envolveu dados de 48 países da região.
Victor
Health Situation in the Americas – Basic Indicators 2011
Pan American Health Organization/World Health Organization (PAHO/WHO)
Available online PDF [12p.] at: http://bit.ly/AvQwnH
“…..This publication presents the latest available information on basic health indicators for 48 countries/territories in the Region of the Americas.
Non-communicable diseases (NCDs) are the leading causes of death in the Americas, accounting for 76% of all deaths during 2007-2009.
This edition highlights diabetes mellitus because of its high prevalence among NCDs. Estimates indicate that around 55 million people live with diabetes in the Region in 2010. It also includes a thematic map that shows the avoidable mortality from diabetes mellitus for the population under 50 years of age in the Region of the Americas and the mortality trend of diabetes for the past 10 years, showing the different death risks and inequities among countries.
The information presented in this publication has been compiled, processed and reviewed by PAHO/WHO technical staff in collaboration with staff from the ministries of health and planning and statistics offices in the Americas….”
Diabetes mellitus: trends, avoidable mortality and inequality
Situación de Salud en las Américas. Indicadores Básicos 2011
Organización Panamericana de la Salud/Organización Mundial de la Salud (OPS/OMS)
Disponible en: http://bit.ly/xvUWQR
“……Este folleto presenta la información más actualizada sobre los indicadores básicos de salud de 48 países/territorios de la Región de las Américas. Las enfermedades no transmisibles (ENT) son las principales causas de muerte en las Américas al representar 76% de todas las defunciones durante 2007-2009.
Esta edición destaca la Diabetes mellitus debido a su alta prevalencia entre las ENT. Los cálculos indican que alrededor de 55 millones de personas viven con la diabetes en la Región en el 2010. También incluye un mapa temático que muestra la mortalidad prevenible por diabetes mellitus para la población menor de 50 años de edad en la Región de las Américas y la tendencia de mortalidad de diabetes en los últimos 10 años, mostrando los diferentes riesgos de la muerte e inequidades entre países.
La información presentada en este folleto ha sido recabada, procesada y examinada por los técnicos de la OPS/OMS en colaboración con el personal de los ministerios de salud y planificación y las oficinas de estadística en las Américas….”
18.01.2012 | Comente.
Prezados amigos
Não poderia abrir o ano com maior alegria. Quero compartilhar com voces meu paper que acaba de ser publicado na no International Journal of Health and PLace, em iniciativa da reputadissima Robert Wood Johnsson Foudation, sob coordenação do nosso amigo Jimmy Sallis.
Obrigado a todos que me ajudaram no Agita Victor
Article title: THE ROLE OF PARTNERSHIPS IN PROMOTING PHYSICAL ACTIVITY: THE EXPERIENCE OF AGITA SÃO PAULO Reference: JHAP1095
Journal title: Health and Place
We are pleased to inform you that a PDF file of your published article THE ROLE OF PARTNERSHIPS IN PROMOTING PHYSICAL ACTIVITY: THE EXPERIENCE OF AGITA SÃO PAULO
With a view to copyright stipulations please be advised that:
This article appeared in a journal published by Elsevier. The attached copy is furnished to the author for internal non-commercial research and education use, including for instruction at the authors institution and sharing with colleagues.
Other uses, including reproduction and distribution, or selling or licensing copies, or posting to personal, institutional or third party websites are prohibited.
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22.12.2011 | Comente.
Descartes, Discurso do Método
René Descartes, Discurso do Método, Porto Alegre, L & PM, 2010
Publicado originalmente em 1637
Introdução de Denis L. Rosenfield
Nasceu em La Haye, França, em 31 de março de 1596 e morreu em Estocolmo em 1650. Com onze anos foi enviado para o colégio jesuíta de La Flêche, um dos melhores de França, de onde saiu em 1615 para conhecer o mundo, pois este não ensinava propriamente a verdade das coisas, mas se contentava com a repetição dos ensinamentos dos antigos. Foi no intervalo de umas guerras que nosso filosofo teve uma iluminação que o levou a escrever esta obra mestra do pensamento, o Discurso do Método, redigido em língua vulgar, o francês.
Pg 11: Em 1637, publica o Discurso do Método, escrita em língua vulgar, o francês. Naquela época, as obras literárias eram escritas em latim e estavam voltadas para um público douto, constituído por circulo exclusivo de iniciados às questões propriamente filosóficas.
E como se tratava de um “discurso do método”, a sua preocupação central residia no como conhecemos, no como podermos ter acesso a idéias verdadeiras que fossem imune ao erro, quando perseguido seguindo um procedimento metódico, sistemático.
Pg 12: Moderno, ele defendia a idéia da vida humana, numa atividade livertadora, pois voltada contra as mais diversas formas de dogmatismo.
Pg 21: Regras do Método: A primeira estipula não aceitar nada como verdadeiro sem antes ter passado pelo crivo da razão. Segunda: tudo o que aparece como complexo deve ser dividido em tantas partes simples quanto possíveis, pois a razão, ao focar um problema, tem mais condições de resolve-lo do que se encarar algo composto de várias maneiras. Terceira: uma vez feito esse processo de simplificação, ele deve seguir um ordenamento, de modo que a remontagem para o composto ou complexo possa ser feita sem desvios, que prejudicariam a verdade almejada. Quarta: como esse procedimento pode ser retomado e repetido por qualquer um, ele deve dar lugar a tantas revisões quanto necessárias. de modo que as objeções e contribuições de todos possam ser levadas em consideração.
Pg 27: O atributo essencial da razão ou da alma é o ato mesmo de pensar, o que Descartes denomina de substancia da alma, que não depende de qualquer coisa material. Eis porque ele dirá que o conhecimento da alma é mais fácil do que o conhecimento do corpo, pois na metafísica, a razão se depara apensa consigo mesma, sem intermediários ou mediações.
Primeira Parte:
Pg 37: O bom senso é a coisa do mundo partilhada: pois cada um pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costuma desejar tê-lo mais do que o têm.
Pg 42: Eu estimava muito a eloqüência e era apaixonado pela poesia; mas achava que ambas eram dons do espírito, mais do que frutos de estudos.
Pg 45: Pois parecia-me que eu poderia encontrar muito mais verdade nos raciocínios que cada um faz sobre os assuntos que lhe importam, e cujo resultado, se julgou mal, irá puni-lo em seguida, do que naqueles feitos pelo homem de letras em seu gabinete, sobre especulações que não produzem qualquer efeito e não tem outra conseqüência, a não ser, talvez que lhe proporcionarão tanto mais vaidade quanto mais afastadas estiverem do senso comum, pelo tanto de espírito e de artifício que precisou empregar para torná-las verossímeis.
Pg 57: mas o que mais me contentava nesse método é que por ele eu tinha certeza de usar em toda minha razão, se não perfeitamente, ao menos da melhor maneira possível.
Pg 59: Quatro máximas: a primeira era obedecer as regras e aos costumes do meu país; minha segunda máxima era ser o mais firme e resoluto em minhas ações quanto pudesse; minha terceira máxima era procurar sempre vencer antes a mim mesmo do que a fortuna,
Pg 65: E nos nove anos seguintes não fiz outra coisa senão percorrer o mundo de lá para cá, procurando ser mais expectador dom que ator nas comédias que nele se representam e , refletindo particularmente, em cada matéria, sobre o que a pudesse tornar suspeita e nos levar a um engano, erradiquei de meu espírito todos os erros que nele haviam se introduzido anteriormente.
Pg 70: Mas logo notei que, quando quis assim pensar que tudo erqa falso, era preciso necessariamente que eu, que o pensava, fosse alguma coisa. E observando que esta verdade, penso, logo existo, era tão forte e tão segura que as mais extravagantes suposições dos céticos eram incapazes de a abalar, julguei que podia admiti-la sem escrúpulo como o primeiro princípio da filosofia que eu buscava.
De modo que esse eu, isto é, a alma pela qual sou o que sou, é inteiramente distinta do corpo, sendo inclusive mais fácil de conhecer do que ele, e, ainda que ele não existisse, ela não deixaria de ser tudo o que é.
Pg 71:Por exemplo, eu via claramente que, ao supor um triângulo, era preciso que seus três ângulos fossem iguais a dois retos, mas nada que assegurava que houvesse no mundo algum triângulo.
Pg 76: E é evidente que não é menos repugnante admitir que a falsidade ou a imperfeição procedem de Deus do que admitir que a verdade ou a perfeição procedem do nada.
Pg 77: Pois, enfim, quer estejamos despertos ou adormecidos, não devemos nunca nos deixar persuadir senão pela evidência de nossa razão.
Pg 98: Embora haja vários animais que mostrem mais engenho do que nós em algumas de suas ações, vermos no entanto que eles não demonstram o mesmo em uitas outras de modo que o que eles fazem melhor que nós não prova que tenham espírito, pois, se o tivessem, o teriam mais que qualquer um de nós e agiriam melhor em tudo; mas eles não têm nenhum…
Pg 102: É verdade que aquela (medicina) agora em uso contém pouca coisa cuja utilidade seja tão notável; mas,, sem ter o intuito de desprezá-la, estou certo de não haver ninguém, mesmo entre os que fazem dela profissão, que não admita que tudo o que sabemos é quase nada, comparado ao que resta por saber e que poderíamos nos livrar de uma infinidade de doenças , tanto do corpo quanto do espírito, e talvez até do enfraquecimento da velhice, se tivéssemos o conhecimento de suas causa e de todos os remédios que a natureza nos proporcionou.
Pg 103: …com as experiências que seriam preciso fazer, e comunicando também ao público tudo que apreendessem, a gim de que, começando os últimos onde os precedentes haviam terminado e juntando assim as vidas e os trabalhos de muitos, fossemos todos juntos bem mais longe do que cada um em particular poderia ir.
Pg 106: Assim, de fato, insisto que saibam que o pouco que aprendi até agora é quase nada, comparado ao que ignoro, e que não desespero de poder aprender, pois aos que descobrem aos poucos a verdade nas ciências sucede quase o mesmo que àqueles que, começando a enriquecer, têm menos dificuldade de fazer grandes aquisições do que o tiveram antes, quando mais pobres, em relação a outras bem menores.
Pg 108: De modo que nunca deparei com um censor de minhas opiniões que não me parecesse ou menos rigoroso ou menos justo que eu mesmo.
Pg 109: E penso poder dizer sem vaidade que, se há alguém capaz disso, há de ser eu e não um outro qualquer; não que não possa haver no mundo espíritos incomparavelmente melhores que o meu, mas porque não se poderia conceber tão bem uma coisa e torná-la sua, quando aprendida de um outro, como quando a inventamos nós mesmos.
Pg 116: Pois penso que as razões se seguem de tal maneira que, assim como as últimas são demonstradas pelas primeiras o são reciprocamente pelas últimas, que são seus efeitos.
22.12.2011 | Comente.
Israel – Setembro de 1011
Israel sempre foi para mim um país enigmático e foi tentando desvendar-lo que alcancei esse canto pequeno do planeta que ocupa desproporcionalmente o espaço da mídia internacional. Assim, no caminho de Tel-Aviv para Jerusalém tive ao meu lado um judeu de meia idade, que me perguntou de cara que dia iria embora e folgou em saber que seria cinco dias antes da data de votação da admissão da Palestina as NACOES UNIDAS, quando os moradores vizinhos amecam invadir Israel caso o ingresso não seja aprovado. Pude começar a ver bairros de árabes, alguns especialmente ricos, e que ganham por aqui mais de 10 vezes o ganhavam em seus países, razão pela qual não querem voltar aos mesmos e sejam contra a reintegração de áreas tomadas por Israel aos vizinhos na Guerra dos Sete Dias.
Entrar na cidade velha de Jerusalém nos enche de emoções raras, em que se mesclam sentimentos religiosos antigos com o racionalismo de um profissional de ciência. Assim desde o Portao dos Leoes, se percorre a Via Dolorosa, que teria sido percorrida por Jesus Cristo em seu calvário, registrando-se 9 das 14 estacoes da via crucis, das quais pude visitar duas que estavam abertas a visitação na rua e outras três na Igreja do Santo Sepulcro, onde se encontram os despojos de Jesus. Infelizmente todo o caminho está tomado pelos comerciantes que vendem praticamente de tudo, de condimentos a eletrônicos.
Pode-se adentrar a Cidade Velha por sete portões, sendo que o mais famoso é o Jafa Gate, construção da época otomana. Dentre os pontos turísticos mas interessantes nesse setor cidade destaco perto do Quarteirao Judeu, a Sinagoga de Hurva, contuida em 1700 e reconstruída em 1864, símbolo da renovação do Judaismo, pois foi destruída de novo pelos jordanianos em 1948, assim como o Museu da Diáspora, Museu da Camara do Holocausto, a Tumba do Rei David e o Local do Nascimento de Maria.
Mas nada mais importante que a visita ao Muro das Lamentacoes. O templo de Salomao incialmente construído no século X antes de Cristo e destruído pelos Babilonios em 586 AC. Foi novamente construído e destruído por Tito, general romano no ano 70 da era crista, que deixou parte do muro para que os judeus se lembrassem da violenta derrota frente a Roma, daí o nome de Muro das Lamentacoes, único resquício do templo erigido por Herodes, o Grande, no lugar do antigo Templo de Jerusalém. Era uma sexta-feira a noite, momento sagrado do Sabath, e eu entrei emocionado no recinto do Muro, fotografando e filmando grupos de judeus com gorrinho, com cartola e até com um estranho chapéus estilo abóbora, que se mesclavam com jovens e membros do exercito israelense com suas metralhadoras nas mãos, que cantavam e festejavam a data em êxtase total. Fui avançando por entre o povo até que cheguei a pousar minhas mãos no muro. Logo em seguida percebi que umas mulheres atrás estavam impacientes com minha eventual demora, ao que retruquei internamente que teria o direito de passar o tempo que julgasse apropriado naquela posição. Mas comecei a verificar que ao meu lado esquerdo só havia mulheres assim como no direito…isso mesmo, havia entrado no setor dedicado a elas, e pior, filmando e fotografando, algo que depois me dei conta que era proibido. Sem dúvida um dos maiores vexames em minha carreira internacional….
Uma ponta de apreensão percorreu minha medula quando o taxista que se prontificou a me levar até o Monte das Oliveiras, ao Ghetsimani (que aliás pude ver sob maravilhosa lua cheia em plena noite do Sabath) e a cidade velha, comecou a telefonar para alguém que após fiquei sabendo que seria um motorista (Ata, muito sério e simpático), que por sua vez me perguntou de onde era e se falava espanhol e então telefonou para alguém que deu para entender que falava ¨é brasileiro¨. E o carro saindo da área de Israel e entrando no lado árabe de Belém, em ruas mais pequenas e ruelas que lembram a periferia de Sao Paulo. E eu me perguntando, para onde esse cara está me levando? Foi quando parou e me entregou para uma terceira pessoa, o que realmente me intrigou, mas que seria meu guia em Belém. E de fato o foi, para alivio geral! Me levou até a igreja de Santa Helena, a mais antiga do mundo, onde assisti a uma cerimônia estranha, em que no meio os capeloes começaram a varrer a igreja (significando que cada um tem seu pedaço), e então visitei o local onde Jesus nasceu (tirei uma foto, com direito a beijo em uma estrela de prata que cobre o local) e repousou (outra foto). Ao lado, fui a igreja de Santa Catalina, onde fizemos uma foto interessante com Jesus Menino. Após me levou a uma lojinha onde o proprietário muito hábil me deu um malho para comprar seus produtos, mas com muita habilidade (ofereceu de cara um brinde com vinho branco feito pelos curas locais, especialmente para celebrar a Noite de Natal). Pude ainda ver o Vale da Anunciação, onde Maria foi avisada da gestação de Jesus, assim como a Capela da Assuncao de Maria.
Um dos problemas que o turista enfrenta é o preço que os taxistas aplicam, extremamente altos e arbitrários. Assim fui escalpelado pelo taxi que me trouxe de Tel Aviv para Netanya, uma linda região marítima, em que a partir do Blue Bay, hotel que nos abrigou, com perfil bem inferior ao Crowne Plaza em que fiquei em Jerusalém (e que ficava em bairro excelente com a Suprema Corta e o Parlamento ao lado) pode-se ver ao percorrer a praia por uma lado enormes falésias marron-avermelhadas onde em buracos desse acidente geográfico o pássaro mais típico daqui, preto com manchas cinzas, da família dos corvos mantém sua casa e por outro um mar verde-azulado que não fica atrás das melhores praias brasileiras. No sentido do centrinho de Netanya, se percorre lindas calcadas, com espaço para ciclovia e jardins, muito bem cuidados, com diversos brinquedos para as crianças, alcançado-se o elegante restaurante marroquino Marraquesh e o charmoso Café Del Mar, com direito a escutar excelente música que lembrava em muito a bossa nova.
A reunião do ICSSPE foi realizada no famoso Wingate Institute, que compreende o Zimman College of Physical Education, o Instituto de Coaching, e outras instituições como o Ribstein Research Center, onde se faz boa parte das pesquisas médico-desportivas. Justamente ao lado desse centro, foi construído um Jardim em homenagem ao nosso grande amigo Oded Bar-Or. Uma placa diz que ademais de um grande cientista era uma pessoa extraordinária. É pouco. Jantamos duas noites na luxuosa marina da cidadezinha de Herzelyia, onde mil de barcos se alinham a frente de descolados restaurantes.
Uma das coisas que estranho muito, muitíssimo é a dos Judeus Ortodoxos.
Para aqueles que querem mais detalhes, estou anexando abaixo um resumo deles. Eram 10000 quando o Estado de Israel foi estabelecido e hoje chegam a 20% da população. Uma loucura ser atentarmos para o fato que eles não trabalham, pois ficam orando o dia todo, mas são pagos pelo estado, estado que eles não reconhecem como seu país! Inclusive não cantam o hino nacional e nem celebram o Dia dos Mortos, quando todo o país as 10 da manha para por um minuto. Para mim parecem figuras sinistras, que abertamente pregam a beligerância com a Palestina e os outros vizinhos, e não reconhecem Israel e nem falam hebreu, porque consideram que somente depois da vinda do Messias poderiam faze-lo. Conspiram assim sempre contra a paz e um deles foi quem matou o querido Isac Rabin. Vestem sempre preto em um país extremamente quente e perguntados sobre isso nenhum judeu conseguiu me dar uma resposta adequada. Comecam explicando que os beduínos também usam preto no deserto, mas para poder guardar energia, coisa que esses ortodoxos não tem que se preocupar hoje em dia. Outros me disseram que é para mostrar humildade, mas nada melhor que o branco para denotar simplicidade? Por fim parece que eles trouxeram esses hábitos de seus países de origem, em especial da Polonia, perpetuando até nossos dias.
Assisti a um por de sol inesquecível. Estava a bola de fogo pouco a pouco baixando sobre o poente. Não havia nem uma pequena nuvem por perto. Só o astro rei e os limites do oceano. Os israelenses lembram os brasileiros em alguma forma de estilo de vida, como o desejo de bem estar, de beber, comer e de se divertir. Mas somente esse povo extremamente organizado e obstinado explica a visão do único país do Oriente Médio em que se pode ver grandes quantidades de verde, de plantações, de arvoredos e até de algumas grandes árvores, pássaros exóticos, flores mil, que transformam a região em verdadeiro canteiro de primaveras vermelhas, amarelas, brancas, violeta, laranja entre outras flores que reluzem ao sol, permanentemente presente, substituído a noite pela lua que reina tranqüila na negritude do céu; lembrando esse país, aparentemente calmo, mas cercado de tensões contínuas e eternas.
judaísmo ortodoxo é um dos três grandes ramos do judaísmo, uma vertente que se caracteriza pela observação relativamente rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais primitiva e tradicional, segundo as regras estabelecidas pela Torá e pelo Talmud, e imediatamente desenvolvido e aplicado pelas autoridades posteriores conhecidas como Gueonim, Rishonim e Arraronim. Geralmente o Judaísmo Ortodoxo consiste em duas vertentes diferentes, a Ortodoxa Moderna e a Ultra Ortodoxa. Os ortodoxos representam cerca de 15% da comunidade internacional. Os homens usam chapéu, roupas pretas e não cortam o cabelo junto às orelhas. Os ortodoxos defendem os hábitos tradicionais. Defendem posições religiosas e políticas radicais: Não reconhecem as sinagogas não ortodoxas e alimentam posições contra os muçulmanos e cristãos.
[editar] Crenças
O Judaísmo Ortodoxo é caracterizado pela crença que:
• A Torá e suas leis são Divinas, foram transmitidas por Deus(D’us) à Moisés, são eternas e inalteráveis.
• Há uma lei oral no judaísmo, que contem a interpretação oficial das seções legais da Torá escrita e também é Divina em virtude de ter sido transmitida por Deus à Moisés juntamente com a lei oral, como incluído no Talmude, Midrash e inúmeros textos relacionados, todos intrinsecamente e inerentemente ligados com a lei escrita da Torá.
21.01.2011 | 1 Comentário.
Amigos atuando como fundador e diretor do CELAFISCS e coordenador geral do Programa Agita São Paulo fui homenageado pela Diretoria de Ensino e Cultura da Polícia Militar do Estado de São Paulo em solenidade de celebração do seu 74ª(septuagésimo quarto) aniversário, ocasião em que destacadas personalidades foram homenageadas com a Medalha “Cel. Paul Balagny”.
Esta Comenda enaltece personalidades civis e militares, e ou instituições que tenham se destacado por relevante contribuição às ciências, letras, artes e cultura, resultando em benefício à Policia Militar do Estado de São Paulo.
A entrega solene aconteceu na manhã do dia 18 de janeiro na Capelania da Polícia Militar no bairro da Luz na capita de São Paulo, com a participação do alto comando da Policia Militar bem como dos Diretores de todos as escolas de formação da PM do estado.
12.01.2011 | Comente.
O Livro das Ilusões
Paul Auster. São Paulo, Companhia das Letras, 2002.
Paul Auster nasceu em 1947 em New Jersey, estudando literatura francesa, inglesa e italiana na Universidade de Columbia, em Nova York. Viveu em Paris de 1971 a 1975. De sua autoria cita-se Da Mão para Boca, A invenção da solidão e a Trilogia de Nova York.
Quando topa com Hector Mann, David se maravilha diante da maestria com que o ator controla o “bigode falante”e explora o terno branco; e passa a escrever uma monografia do ator. Assim que o livro é publicado o velho ator que todos davam como morto, reaparece num lugar chamado Tierra del Sueno, fazendo com que David se vê agora me meio ao desafio de decifrar a vida secreta do cômico.
Pg 20: Tudo vinha de mão beijada demais, eu achava; não sobrava o suficiente para a imaginação do expectador, e o paradoxo era que quanto mais perto os filmes chegavam da simulação da realidade, tanto menos conseguiam representar o mundo – que está em nós tanto quanto em volta de nós.
O acréscimo do som e da cor criou a ilusão de uma terceira dimensão, mas ao mesmo tempo roubou das imagens a sua pureza.
Pg 34: Há outros elementos envolvidos – os olhos a boca, os avanços e tropeções habilmente calibrados – mas o instrumento de comunicação é o bigode e, mesmo falando uma linguagem sem palavras, contorções e tremeliques são tão claros e compreensíveis quanto uma mensagem em código Morse.
Pg 43: Quando todas as cartas do baralho estão contra você, a única maneira de ganhar uma partida é violar as regras.
Pg 71: A idéia de um cadáver viajando pelo correio enche de horror, mas ossos secos e mofados são facilmente transportados. Estarão menos exaustos nessa última viagem do que quando eu os arrastava em volta em volta do globo, sobrecarregados com o peso de meus problemas.
Pg 73: Traduzir é um pouco como jogar carvão no fogo. Você vai juntando com a pá e jogando na fornalha. Cada pedra de carvão é uma palavra e cada pazada outra frase; se as costas deixarem e você tiver forcas para trabalhar de oito a dez horas por dia, o fogo não se apaga.
Pg 103: A única pessoa com quem eu sabia como me comportar era comigo mesmo – mas eu não era mais ninguém, não estava realmente vivo. Era apenas alguém se fingindo de vivo, um morto que passava os dias traduzindo o livro de um morto.
Pg 131: O apartamento de Brigid tornou-se um refugio e as noites sossegadas que passaram juntos ajudaram-no a manter cabeça e virilhas equilibradas.
Pg 133: Poderíamos acusá-lo de covarde, claro, mas com a mesma facilidade poderíamos também dizer que ele era um homem em conflito.
Pg 147: Eu falo só com os mortos agora. São os únicos em que confio, os únicos que me entendem, Com eles vivo sem um futuro.
Pg 168: Desobriu que a vida era um sonho febril e a realidade um mundo infundado de quimeras e alucinações, um lugar onde tudo o que se imaginava virava verdade.
Pg 177: Quando viu a falta de entendimento nos olhos dela, sentiu-se um felizardo por ter topado com uma puta tão obtusa e sem brilho. Por mais tempo que passasse com ela, sabia que estaria sempre sozinho quando estivessem juntos.
Pg 201: Ele estava feliz. Provavelmente mais feliz do que foi em qualquer outra época da vida, mas com essa felicidade veio também uma falta total de ambição.
Pg 204: Emily Dickinson escrevia na obscuridade, mas tentou publicar seus poemas. Van Gogh tentou vender suas telas. Até onde eu saiba , Hector é o primeiro artista a fazer seu trabalho com a intenção consciente e premeditadas de destruí-lo.
Pg 225: Sem despregar o olho dela, comecei a pressentir que Frieda era uma daquelas raras pessoas em quem a mente acaba vencendo a matéria.
Pg 231: Todos nós morremos cagando mijo e sangue, cagando nas calcas feitos recém-nascidos, sufocando no próprio muco.
Pg 234: Os momentos de crise produzem um aumento considerável de vitalidade nos homens. Ou talvez, mas concisamente : Os homens só começam a viver inteiramente quando estão acuados.
…e vi que eram todos de autores franceses: Baudelaire, Balzac, Proust, La Fontaine.
Pg 238: O filme começava como qualquer outra comedia amorosa e, pelos primeiros doze, quinze minutos, Hector se ateve às velhas convenções do gênero: o encontro acidental entre homem e mulher, os mal entendidos que os separam, a súbita reviravolta e a explosão de o desejo, o mergulho no delírio, o surgimento de dificuldades, a batalha das dúvidas e a superação delas – tudo o que levaria a uma solução triunfal.
Pg 241: Eu não tinha planos. Tudo o que eu queria era ficar sem fazer nada, vivendo a vida de uma pedra.
Pg 280: Agora entendia por que tinham escolhido o nome sabia que ela não existia, que a vida que estavam prestes a construir para si mesmos era baseada numa ilusão.
Pg 282: Como posso fazer o que não posso fazer? Ela disse. Não era uma pergunta retórica. Era uma declaração sobre a mesma, uma declaração de infelicidade. Como posso fazer o que não posso fazer? E então, virando para meu peito, de repente desabou e chorou.
Pg 306: Esses incidentes me perturbavam, mas nem por um instante parei para pensar no porquê de estarem acontecendo. Fazer essa pergunta significaria me pôr de quatro e abrir o alçapão debaixo do tapete, e eu não podia me dar ao luxo de espiar a escuridão daquele lugar.
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